Uma atrocidade econômica e neoliberal para ficar na história do Brasil

A Vale (antiga Vale do Rio Doce), gigante da mineração mundial, divulgou seus singelos números do primeiro semestre de 2011: cresceu 126,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Seu lucro foi de R$ 21,566 bilhões ou R$ 21.566.000.000,000. Sâo muitos zeros na mão da iniciativa privada!
Há 14 anos a então Companhia Vale do Rio Doce foi privatizada pelo Governo FHC. A tradicional estatal foi fundada em 1942 e desde 1974 a maior exportadora de minério de ferro do mundo. Menina dos olhos dos mais radicais privatistas, a companhia é ostentada hoje como o exemplo do acerto que teria sido o Programa Nacional de Desestatização levado a cabo pelo governo FHC, que entregou boa parte das estatais ao capital privado e estrangeiro a preço de banana.

Em maio de 1997 a Vale do Rio Doce foi "doada" por R$ 3,3 bilhões, sendo que no ano em que foi leiloada lucrou R$ 12,5 bilhões. No mínimo, a empresa valia à época R$ 100 bilhões. Sendo que hoje ela lucra em apenas um semestre mais de R$ 20 bilhões.

Outra fraude foi a subestimação das reservas de minério sob controle da Vale. Segundo informações da própria estatal na época, as reservas de minério eram de 12,9 bilhões de toneladas em 1995, muito além dos 3,2 bilhões de toneladas anunciadas na época da privatização.

Se todo esse lucro acumulado pela Vale estivesse hoje à disposição do povo, as políticas sociais do Governo Federal certamente já estariam perto de efetivamente erradicar a pobreza do Brasil.

Porém, o governo neoliberal e privatista da era FHC nunca priorizou a maioria da população, mas uma elite patriarcal branca que comandou e ainda comanda esse país desde o seu "descobrimento".

A venda da Vale a preço de banana e o Programa de Desestatização da era neoliberal de FHC acrescentaram mais uma ferida aberta no solo do Brasil.

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