quarta-feira, 11 de abril de 2012

Demostenes forjou crise no Governo Lula

Um dos episódios mais emblemáticos da política brasileira, que recebeu o nome de Mensalão e abalou o primeiro mandato do presidente Lula, foi forjado pelo Senador Demostenes Torres (ex-DEM/GO) em coluio com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Essa revelação foi feita pelo ex prefeito de Anápolis, Ernani de Paula, que também era do DEM. Essa revelação foi feita no programa Domingo Espetacular da Rede Record.

A crise toda começou quando um vídeo onde Mauricio Marinho, chefe de um departamento dos Correios, aparece recebendo R$ 3 mil de propina. Marinho era indicação do deputado Roberto Jeferson (PTB/RJ) que achou que Lula não defendeu seu correligionário com afinco. Por causa disso Jeferson deu uma entrevista na Folha de São Paulo dizendo que existia um sistema de mesadas para parlamentares aprovarem matérias de interesse do governo, o que ficou conhecido como Mensalão.

Ernani afirma que o próprio Cachoeira contou para ele que o vídeo onde aparece Marinho recebendo propina foi feito pela sua equipe. O autor do vídeo, Jairo Martins é conhecido em Brasília por fazer serviços de espionagens e trabalha para Cachoeira. Martins aparece em conversas gravadas, com autorização judicial, falando com Cachoeira.

Segundo o ex-prefeito o vídeo foi feito em represália ao então Ministro Chefe da Casa Cívil, José Dirceu (PT/SP). Demostenes tinha a intenção de deixar o DEM e entrar no PMDB para ocupar uma vaga no Ministério da Justiça e, a partir daí, beneficiar seu colaborador, o contraventor Carlos Cachoeira."Eles [seus colegas de sigla] estavam muito felizes e contentes com a desenvoltura do Demonstenes que iria pegar um cargo importante", afirma Ernani. Como as intenções de Demostenes foram barradas por José Dirceu o, então deputado, partiu para o ataque.

O vídeo do "Mensalão" apareceu pela primeira vez nas páginas da Veja e teve a matéria assinada por Policarpo Júnior. Policarpo aparece em mais de 200 conversas gravadas falando com Cachoeira. Outro alvo de gravações foi Waldomiro Diniz que aparece recebendo propina quando ele era da Loterj, porém o vídeo só veio a público 2 anos depois quando Waldomiro era assessor de Dirceu.

Veja abaixo a íntegra da entrevista.


É fundamental resgatar a verdade

Parece cada vez mais evidente que o Mensalão foi uma grande armação. E que, no mínimo, ele era muito menor, ou com muito menos impacto do que tem se falado até agora. Na sexta feira a CPI do Cachoeira vai ser instalada e, com certeza mais coisa será revelada. A Revista Veja e a Folha de São Paulo estão intimamente ligadas com essa farsa. Fernando Ferro, deputado federal pelo PT de Pernambuco, revelou que apresentará requerimento à CPI para que seja ouvido Roberto Civita, dono da Editora Abril, responsável pela publicação da revista VEJA. Cachoeira era informante da revista. Em uma conversa grampeada pela Polícia Federal, ele diz que ofereceu grandes furos à revista.

Mais preocupante é agora o Ministro do STF, Gilmar Mendes, que é citado em conversas de Cachoeira pedir rapidez nos julgamentos dos acusados do "Mensalão", parece haver um movimento, no STF, para que as pessoas sejam julgadas, e condenadas, antes que novas provas apareçam.

A justiça só será feita se a verdade dos fatos aparecer e, até agora, ela só apareceu para um lado. Toda essa história de Mensalão está cada vez mais parecendo uma grande armação dos meios de comunicação que, aproveitando-se de um sentimento de vingança por um cargo que Demostenes não conseguiu, tentaram desestabilizar o governo brasileiro.

Enquanto tudo isso acontece a Veja, principal responsável pelas denuncias do Mensalão e principal que tinha entre seus principais editores uma pessoa, Policarpo Júnior, que recebia informações de um bandido, não publica uma única linha sobre o caso Demostenes, como pode-se ver o mosaico das últimas seis capas. Onde anda a ética da Veja?
Desafio: ache alguma referência a Demostenes Torres (ex-DEM/GO) nas últimas 6 capas da Veja

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