quarta-feira, 2 de maio de 2012

Fim de carreira para Harty?

Se avizinham finalmente as definições sobre o famoso caso do ex-vereador Harty Moises Paese. Harty apresentou atestados falsos para justificar sua ausência a algumas sessões da Câmara e teve o seu caso de dependência química exposta para a sociedade caxiense: Drogas. Qual é a sua?. Depois disso, acabou renunciando ao mandato no final de novembro passado e no fim, requereu a anulação desse pedido. Veja mais capítulos da novela: Óleo de Peroba pro Harty Paese

Após uma série de situações constrangedoras, promovidas pelo próprio vereador e que vão além de sua dependência química, a Comissão processante formada pelos vereadores Rodrigo Beltrão (PT), Geni Peteffi (PMDB) e Pedro Incerti (PDT) decidiu nesta tarde o futuro do ex-vereador. Beltrão, Presidente da Comissão, votou pela procedência da acusação da quebra de decoro, feita pela Mesa Diretora do ano passado, então presidida pelo vereador Marcos Daneluz/PT. Geni acompanhou a posição de Beltrão. Já o colega de partido de Harty, Pedro Incerti, votou pelo arquivamento do processo, alegando que o mesmo perdeu seu objeto com a renúncia de Harty (coincidência, ambos serem do PDT, não?). Para ele, discutir sobre os direitos políticos do ex-vereador é assunto que compete, apenas, à Justiça Eleitoral. Porém, a decisão de enviar a discussão ao Plenário, para que todos os vereadores possam dar o encaminhamento final, está de acordo com o parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Outra questão decidida pela Câmara tratou do pedido de Pase, que tenta anular o ato da renúncia ao cargo. O ex-vereador alegou que, quando renunciou ao mandato, estava em sob o efeito de psicose tóxica: Psicose tóxica: Prêmio cara de pau para Harty. A comissão resolveu acatar o parecer jurídico da Casa. Desse modo, a defesa do ex-parlamentar será comunicada de que a Câmara não é o órgão competente para apreciar a anulação daquele ato.

De qualquer forma, com ou sem renúncia, Harty sai torrado da Câmara de Vereadores. Talvez, mesmo que moralista demais, a população poderia aceitar o vício do ex-vereador, mas com certeza não esquecerá seus exemplos de falta de caráter e de cara de pau.

Agora, resta a nós, eleitores, aguardar os posicionamentos dos demais vereadores, que terão de se posicionar sobre o caso. Com certeza debates demagógicos, moralistas e arrogantes não faltarão.

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