sexta-feira, 1 de março de 2013

A desconcertante honestidade de Deo Gomes

Foto: Roque Jr.
Deo Gomes, um histórico comunista, saiu do ostracismo para cumprir uma tarefa militante. Organizar a intervenção da bancada do PCdoB, na Câmara de Vereadores, que conta com dois vereadores novatos, Rafael Bueno e Henrique Silva. Em entrevista ao Pioneiro de hoje, o ex-vereador, foi enfaticamente honesto, ao ponto de ser desconcertante, para quem dizia, inclusive entre os eleitos do partido, que iriam ter uma atuação independente (que já se provou não real) no legislativo. 

Teve vereador que prometeu, inclusive nas redes sociais, que ia votar conforme suas convicções. Deo Gomes deixou claro, em sua fala, que isso não é verdade 
"Estamos com o governo e vamos votar com o governo. Se fosse para votar contra, seríamos oposição. Se estamos compondo um governo, não queremos enfraquecê-lo. No partido, a minoria acata a posição da maioria"
Sua honestidade deve ser elogiada. Se os outros partidos, vereadores e demais parlamentares, fossem sinceros assim a política seria muito, mas muito mais transparente. A questão é clara, somos governo. Decidimos ser governo e isso tem um preço. Deo Gomes, e o PCdoB, sabem que essa decisão custou caro principalmente em quem acreditou no discurso de oposição do candidato a prefeito Assis Melo. Em defesa da atitude, dessa vez, Deo divaga:
"Existem só dois campos no país: o que quer o desenvolvimento e o do neoliberalismo. O campo de Alceu está no do desenvolvimento."

Porém isso não é verdade. Na composição de Alceu Barbosa Velho (PDT) estão o DEM, PSDB e outras agremiações menores que defendem políticas neoliberais.

Mas nada disso é muito importante na prática. Deo Gomes está lá para garantir que os vereadores votem com o governo. A desculpa é que não votarão contra os interesses da comunidade. Porém já fizeram isso duas vezes. A primeira foi quando se opuseram a moção pedindo a devolução dos valores do Fundo de Recursos Hídricos (Taxa Sartori) que foi julgada ilegal. A segunda foi quando  mantiveram os vetos que inviabiliza, na prática, a meia entrada para estudantes. E não adianta dizer que a lei já existe, isso é desculpa.


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