quinta-feira, 6 de junho de 2013

Renda do brasileiro cresce acima da média mundial


Fonte Brasil Econômico - Portal IG

O Brasil teve influência determinante para a manutenção do crescimento dos salários na América Latina e no Caribe durante e após a crise financeira internacional, segundo o Relatório Mundial sobre Salários da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O crescimento médio anual dos salários reais no mundo em 2006 era de 2,6%, no Brasil era de 4,0%.

Esse ritmo se repetiu nos anos seguintes: em 2010, a média mundial era de 2,1%, a do Brasil, 3,8%; em 2011, subiu 1,2% no mundo, e no Brasil, 2,7%.

De acordo com o IBGE, no ano passado a renda no Brasil registrou alta de 4,1% ante 2011, atingindo a maior taxa de crescimento anual desde o início da PME.

“Até o momento, a PME ainda mostra uma tendência de alta do rendimento. Na comparação dos quatro primeiros meses deste ano com o mesmo período no ano passado ocorreu um avanço de 1,7%, com o rendimento passando de R$ 1.829,80 para R$ 1.861,54”, aponta Cimar Azeredo, coordenador da área de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O relatório divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho mostra que, em 2012, os salários médios reais aumentaram mais de 4% no Brasil e no Paraguai, enquanto o aumento foi de apenas 1% na Colômbia e México.

O economista Paulo Yokota, ex-diretor do Banco Central, observa que o Brasil manteve, por muito tempo, um câmbio relativamente valorizado, que fez com que o salário pago no país ficasse elevado em termos internacionais. “Com os ajustes que estão sendo feitos no mundo - inclusive com a redução do crescimento da China -, a economia brasileira será obrigada a deixar flutuar o seu câmbio”, pondera. “Com isso, o salário dos brasileiros, para efeito internacional, deve passar por certa desvalorização”, observa.

Em seu relatório, a Organização Internacional do Trabalho aponta como um dos principais desafios de países como o Brasil a redução da diferença entre o crescimento salarial e a produtividade, alertando ainda para um possível aumento do desemprego mundial, que deverá saltar dos 200 milhões desempregados para quase 208 milhões até 2015. “Muitas famílias que conseguiram elevar-se acima da linha de pobreza estão em risco de voltar à situação anterior”, diz o relatório.

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