terça-feira, 2 de julho de 2013

Oposição ao governo Dilma não quer ouvir a voz das ruas


Líderes da oposição ser recusaram a discutir propostas do Governo Federal

A tentativa do governo federal em dar respostas às reivindicações das ruas fez além do executivo federal apresentar cinco pactos pelo Brasil (veja aqui) também fez com que a Câmara Federal e o Senado votassem projetos que estavam há anos tramitando pela casa. Até o STF se agilizou e decretou a prisão do deputado Natan Donadon (PMDB/RO) condenado desde 2010 por desvio de R$ 8,4 milhões (R$ 58 milhões em valores atualizados) da Assembleia Legislativa de Rondônia na década de 1990.

Nessa última semana os presidentes da Câmara, Senado, STF, movimentos sociais, Movimento pelo Passe Livre, bancada de situação se reuniram com a presidenta Dilma. O Senador Aécio Neves (PSDB/MG) na tribuna, com direito a transmissão ao vivo pela Globo News cobrou que a oposição não foi ouvida. Bem, a presidenta chamou a oposição.

O convite da presidenta feita ao PSDB, PPS, DEM e PSOL era para discutir a reforma política. Porém, agora, a oposição se recusou a participar do encontro. Na manhã desta segunda-feira 1º, os presidentes do PSDB, Aécio Neves, DEM, José Agripino Maia, e PPS, Roberto Freire, confirmaram suas ausências. Somente o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que contrariou a posição da direção de seu partido se reuniu com a presidenta.

A justificativa da oposição foi que “a missão de resolver os impasses com a sociedade é dela [presidenta]”. Essa demonstração deixa claro que a oposição tem pouco, ou nenhum, interesse com o que está acontecendo no país hoje. Seu objetivo é um só. Surfar nos protestos que estão acontecendo pelo país e tentar capitalizar dividendos políticos para as eleições de 2014.

O senador Randolfe, único membro da oposição que quis reunir com Dilam, disse após encontro que é favorável à realização de um plebiscito sobre a reforma política e sugeriu que a consulta popular inclua questões sobre o voto em lista, o fim do financiamento privado de campanhas, a revogação popular de mandatos e o fim da reeleição e do foro privilegiado para políticos.

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