Quando o castigo vira um presente

Há pouco mais de um ano um motorista desastrado da Guinchos Marini que realizava um trabalho nas obras do Fórum de Caxias do Sul, destruiu o pórtico da Cantina Antunes (veja aqui). Como o fato rendeu muita polêmica a empresa acabou sendo responsabilizada e teve que reconstruir o pórtico.

Os meses se passaram, a obra foi concluída e eis que surge uma placa, veja abaixo, que afirma que o pórtico foi reconstruído pela Guinchos Marini. Sim, ele foi reconstruído, mas só porque ele foi destruído por um de seus caminhões.


Com essa placa ficará para a história como se a empresa fosse uma benemérita sem deixar claro que foi ela mesma quem causou o prejuízo. Em resumo o castigo, a recuperação de um bem público destruído por seu ato, virou um presente, uma estratégia de marketing. 

Se fosse colocar alguma placa, para marcar a reconstrução o texto correto seria (como foi divulgado por algumas pessoas nas redes sociais):

"Vinícola Luiz Antunes, fundada em Porto Alegre no ano de 1865. Em Caxias do Sul, a partir de 1910, configurou notável [na placa falta o acento] complexo empresarial. Marco de memória, o pórtico foi DESTRUÍDO por Guichos Marini."

Obviamente essa placa não foi colocada ali a revelia. Apesar de não ter as logos da prefeitura a responsabilidade é sim do poder público. Liliana Henrichs, que é coordenadora da Divisão de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, é co-responsável, seja por ter autorizado a colocação da placa ou por não ter feito nada para a colocação da placa.

Para piorar a placa é tão mal feita que até escorrega na ortografia. Mais um exemplo lamentável do descaso do poder público municipal. 

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