quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Golpe liderado por Lobão tem chance de prosperar?

 

Fonte: Brasil 247

Na cena inicial de Débi & Lóide 2, em cartaz nos cinemas de todo o país, Débi (Jeff Daniels) visita Lóide (Jim Carrey) num centro de tratamento psiquiátrico. Lloyd havia ficado 20 anos "congelado" no tempo. Quando os dois se reencontram, tramam um plano para sequestrar a suposta filha biológica de Débi para que ela lhe dê um rim.

Vinte anos é aproximadamente o tempo em que Lobão se distanciou da cena cultural brasileira. Autor de hits da MPB, como "Me Chama", e álbuns que marcaram o rock nacional, como "Vida Bandida", Lobão se perdeu – e nunca mais se reencontrou com a música.

Ganhou certa notoriedade recente depois de publicar sua autobiografia "50 anos a mil" e, em seguida, seu "Manifesto do Nada na Terra do Nunca". Com este segundo livro, recebeu passaporte livre no movimento neoconservador brasileiro, que tem expoentes como Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino. E, claro, passou a escrever textos para a revista Veja.

Papelão no Congresso


Ontem, Lobão desembarcou no Congresso, imaginando-se capaz de liderar uma resistência popular contra um projeto, aprovado nesta madrugada, que muda a fórmula de cálculo da meta fiscal.

Encenando o papel de pretenso agitador de multidões, Lobão protestou contra o fechamento das galerias – providência tomada contra a baderna promovida no dia anterior – e falou em ir ao Supremo Tribunal Federal para impedir o "crime" que estaria sendo cometido pelo governo Dilma, com a conivência dos parlamentares.

Tema árido, que em geral interessa apenas a banqueiros, economistas e financistas, o superávit fiscal jamais foi, em qualquer país do mundo, inclusive no Brasil, um fim em si mesmo. É algo que sempre esteve sujeito a fatores conjunturais e, no governo FHC, foi alterado até por meio de medida provisória.

Portanto, o que se viu ontem no Congresso foi apenas uma encenação primária, tendo como protagonista o neoagitador Lobão, que se uniu a um grupo de extrema direita, que atua nas redes sociais com a página Revoltados Online.

Com esse arremedo de povo e a liderança de Lóide, aliás, Lobão, nenhum golpe tem chance de prosperar.

4 comentários:

  1. "Um jeito diferente de informar"? Vc quer dizer: "Um jeito esquerdista de informar" (que é sempre mentindo, manipulando e distorcendo a verdade). E que papo é esse de extrema direita? Vc nem sabe o que é isso, garoto. Se bem que, na cabecinha de vcs esquerdopatas, até o PSDB do Aécio Neves é de direita...hueahueahuea. Eu me divirto com vcs...sério...

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    1. Marcio não vamos concordar com os veículos de informação que você lê só por que você quer. Isso fere a liberdade de imprensa e de expressão. Sabemos muito bem o que é extrema direita porque ela está bem presenta nas tais manifestações "contra a Dilma". É só olhar os cartazes. Não concordamos com quem defende golpe militar! Quem está junto com esse time aceita ele por omissão ou concordância. Do mesmo jeito que não aceitávamos violência gratuita nas manifestações de junho.

      Lamento Marcio, mas não nos divertimos com isso. Isso é coisa séria. Obrigado pela audiência

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  2. Loucura, loucura, loucura...

    Como funciona a nova política do PT:
    Associa um louco virtual com um futuro louco real, arranja uma intriga e distorcendo a realidade associa manifestante ao louco, depois eleva os manifestantes que não tem nada a ver com o louco a não ser o louco estar no meio da multidão a seguidores do louco. Por final o louco que escreveu a hipótese acima associa fatos e tempos diferentes para justificar uma loucura.
    Desqualificando os informados os desinformados nunca acreditarão nos informados. Basta apenas ter um monte de desinformados, pão e circo e continuaremos felizes para sempre.

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    1. Eloir não conseguimos entender a sua postagem mas perguntamos uma coisa: Quem segue o louco é mais louco do que aquele que grita "olha o louco"?

      Obrigado pela audiência.

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