segunda-feira, 7 de setembro de 2015

De onde vem o dinheiro?

Só esse boneco custou R$ 12 mil. Quem financiou?
“Diga-me quem te financia e te direis o que pensas”. Parafraseando uma famosa citação bíblica a expressão é carregada de verdade. Sempre que quisermos saber o que está por trás de um movimento devemos descobrir de onde vem seu financiamento.

A lógica vale, inclusive, para os protestos que acontecem desde o começo do ano por quase todo o país. Nas capitais, principalmente, haviam trios elétricos, isso mesmo no plural, bandeiras e faixas gigantescas que eram padronizadas e se repetiam em todos os atos. Além de bonecos infláveis.

Antes do protesto houve panfleteações, colocação de faixas, carros de som pelas cidades, intervenções nas sinaleiras entre outras ações de marketing.

Alguns dos grupos tinham presença nacional e, facilmente, se chega a orçamentos na faixa de milhares, senão milhões de reais. Fica, então a pergunta:

De onde vem esse dinheiro?

Os organizadores tentam passar a imagem que tudo é voluntário ou arrecadado com a venda de camisetas e adesivos.

Só sendo muito ingênuo para acreditar nisso. A questão é que não se sabe quais as fontes de financiamento desses grupos. Organizados à margem da lei, na informalidade, não há nenhuma instância de controle do fluxo de recursos que são despejados nesses movimentos.

Ao contrário dos movimentos sindicais e populares que tem as contas praticamente públicas, os organizadores dos atos contra o governo escondem sua contabilidade. Escondem suas fontes de financiamento e escondem como conseguem se dedicar a tanta militância sem trabalhar.

Mas os mesmos que não mostram de onde vem seu financiamento são os primeiros a criticarem os movimentos sociais de esquerda. A Marcha das Margaridas, que aconteceu nos dias 12 e 13 de agosto, virou alvo da irá desse povo com a acusação de que ela só aconteceu porque recebeu forte investimento público. Independente de quem financiou, todos os financiadores estão bem expostos e são conhecidos, diferente dos que pagaram pelos mais de 30 trios elétricos que estavam em todas as manifestações do país.

A cada ato organizado fica mais evidente o poder do dinheiro nessas movimentações. Bem diferente do que aconteceu, por exemplo, em junho de 2013 onde víamos jovens que faziam seus cartazes com cartolina e canetinha. Naquele momento não havia faixas de 20 metros de comprimento, caminhões de som e nem pautas de direita.

Portanto não tentem nos enganar. O povo tem o direito de saber de onde vem o dinheiro que financia a intolerância. A democracia não é apenas o direito de dar discurso é o dever de mostrar quem financia o seu discurso.

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