terça-feira, 6 de outubro de 2015

Oposição entra em contradição e reluta abandonar Cunha mesmo com indício de contas secretas na Suiça

Os arquivos digitais com as investigações do Ministério Público da Suíça começaram a chegar na mão dos investigadores da Lava-Jato. Esses arquivos teriam as provas de contas secretas, em bancos suíços, de pelo menos US$ 5 milhões em nome de Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara dos Deputados, e de seus familiares.

As denúncias contra Cunha não param de aparecer. Os investigadores estão prestes a fechar mais 3 indiciamentos, todos frutos das delações de Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. Cunha pintava e bordava dentro da Petrobras cobrando valores para intermediar contratos, tudo isso dizendo que era oposição ao governo federal.

Apesar de ser o político com maior número de denúncias Cunha conta com apoio da oposição. O mesmo ímpeto em querer derrubar uma presidenta que não tem nenhuma acusação, não se demonstra com a mesma força quando é de um aliado já denunciado várias vezes.

Mesmo assim a situação de Cunha não é tranquila. O líder do DEM, Mendonça Filho (PE) disse ser necessário apurar "sem blindagem" a existência das contas do presidente da Câmara. Carlos Sampaio (PSDB/SP) afirmou que o partido pediu explicações a Cunha. Somente Arnaldo Jordy (PPS/SP) pediu a saída de Cunha do cargo.

As palavras "investigação", "explicações", "apurar" não existem nos discursos da oposição quando o assunto é o governo da presidenta Dilma. Isso deixa cada vez mais evidente que a oposição protege a queda de Cunha para satisfazer sua sede de poder.

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