quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Polícia do PSDB de São Paulo bate em jovens e crianças

Ao invés de negociar, bala de borracha. Ao invés de mais escolas, fechamento de 94 estabelecimentos. O governo Alckmin (PSDB) atropela a comunidade escolar, agride estudantes e professores e leva o caos para São Paulo. Do outro lado, estudantes organizados ocupam escolas, exigem educação e poem o tucano de joelhos. Como recurso dos sem razão o governador apela para a violência.

A Polícia Militar de São Paulo reprimiu com truculência, na terça-feira 1º, as manifestações de estudantes que protestam contra a chamada “reorganização” escolar proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e por seu secretário de Educação, Herman Voorwald. A resposta repressiva da PM contra os protestos estudantis continua nesta quarta-feira 2.

Na noite de ontem a Polícia Militar usou bombas de efeito moral para dispersar uma manifestação de estudantes na Avenida Nove de Julho, no Centro de São Paulo. Eles colocaram carteiras escolares na rua como forma de protesto contra o fechamento de escolas patrocinado pelo governo tucano de São Paulo.

Os policiais dispararam bombas de efeito moral contra o grupo de alunos. Houve correria. Sacos de lixo e outros objetos foram espalhados pelo asfalto. A confusão prejudicou o trânsito de ônibus, que ficaram parados no corredor da avenida em meio ao tumulto. Um dos veículos teve o vidro quebrado.

Feita sem consulta às comunidades escolares, a "reorganização", que a princípio fecharia 94 equipamentos de ensino público, mobilizou milhares de alunos, que passaram a organizar uma onda de ocupações nas escolas. Até agora são mais de 200 escolas ocupadas em todo o estado.

No domingo 30, o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Fernando Padula, ligado ao PSDB, reuniu dirigentes regionais de ensino e traçou uma estratégia para debelar as ocupações. Em áudio vazado pelos chamados Jornalistas Livres, Padula fala em retratar as ocupações como "radicalizadas" e em usar "táticas de guerrilha" e "ações de guerra" para retirar os alunos das escolas.

Nesta quarta-feira 2, três estudantes foram presos pela PM durante um protesto na avenida Doutor Arnaldo contra a reorganização escolar. Segundo os estudantes, não havia motivo para que os alunos fossem detidos.

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