quarta-feira, 6 de abril de 2011

Na universidade em que estudo não se pode colar cartazes em nenhum lugar

Lá não se pode distribuir nenhum tipo de panfleto sem o CNPJ de uma empresa. Tampouco se pode passar em sala para dar avisos sem a autorização da direção dos cursos. Vários professores são demitidos sem justa causa todos os anos. 

O nosso DCE não é nosso há 23 anos. Ele é do PDT. 

E não rolam eleições democráticas, nem prestação de contas, nem nenhum tipo de atividade onde a estudantada possa participar. Nada. Enquanto nas outras universidades cobram R$ 7 para fazer ou renovar a carteirinha de estudante, eles nos cobram R$ 16. 

Existem somente 3 centros acadêmicos democráticos, entre os 50 cursos que são oferecidos. Existem muitos casos de violência, tortura e até um caso de homicídio associado ao DCE da nossa universidade. 

À força esse grupo se mantém no poder e fazem escola de corrupção: Mauro Zacher fora presidente do nosso DCE e hoje é o vereador da cidade acusado de ter desviado R$ 300 mil do Pro Jovem, em 2008. 

A universidade em que estudo é privada e há cerca de 6 mil estudantes bolsistas do Prouni, e portanto duros. Na nossa universidade o Restaurante Universitário custa R$ 5 e não funciona durante a noite. O xeróx varia entre R$0,10 e R$ 0,17 nos cursos. Não se pode lanchar por menos de R$ 6. 

A mensalidade sobe todos os anos, assim como o xeróx, a passagem, o lanche e a renovação da carteirinha. 

Tudo isso sobe numa proporção muito maior do que o salário mínimo, que nos exigiram comprovar quando ingressamos na universidade com bolsa. Por lá não há nenhum mecanismo de participação discente. Nenhum mesmo. Sequer conhecemos o reitor, ou o diretor do nosso curso ou o prefeito da universidade. Estudamos em uma bolha antidemocrática, em muito assemelhada a uma universidade do Regime Militar

Ela tem um lema institucional curioso: “Viva esse mundo”. 

A nossa universidade é sede do Fórum da Liberdade.

Para quem não se ligou ainda essa universidade é a PUC/RS

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