sábado, 23 de abril de 2011

Se a Geni não quer, não passa.

Na sessão da Câmara de Vereadores do último dia 19 a bancada governista derrubou 3 pedidos de informação elaborados pela Vereadora Ana Corso (PT). O primeiro era sobre as readequações no projeto do Residencial Puerto Vallarta, que foi embargado pelo Departamento Aeroportuário do Estado, DAP. Outro pedido referia-se a um aterro no bairro Jardim Itália que estaria recebendo lodo e lixo, inclusive de caminhões da prefeitura, e que estaria em condição irregular e, por último, a poda das Palmeiras Imperiais, feita, sem autorização, pelo presidente da Festa da Uva, Gelson Palavro.

Obviamente diante de tanto escândalo a líder do governo, Geni Peteffi (PMDB), iniciou uma operação “abafa” para fazer com que os assuntos morressem na memória recente da população. Isso até é normal durante o Governo Sartori, já que ele usou da maioria garantida por muitos apadrinhamentos nos Cargos de Comissão da prefeitura, para aprovar verdadeiros absurdos.

Ou seja, isso não é novidade para ninguém. O que me causou espanto, mas foi pouco divulgado é a justificativa dada para não aprovar os requerimentos. A vereador Geni disse que precisava sair mais cedo naquele dia e portanto, se não houvesse discussão, os pedidos de informação seria aprovados.

Como assim?

A vereadora Geni precisa se ausentar do plenário, não importa quais motivos, e por conta disso a sessão tem que acabar antes!? A vereadora teria dito inclusive: “na minha casa mando eu”, mas depois disse que não se referia a Câmara de Vereadores. Ufa!!

Ou não.

Não é de hoje que a vereadora Geni impõe sua força para aprovar as vontades dos governo Sartori. Ela tem como seu fiel parceiro nas operações de patrolamento o vereador Eloi Frizzo, outro veterano. A atitude dos dois vereadores demonstram claramente um choque geracional na nossa casa legislativa. Qualquer pessoa lúcida, de direita ou de esquerda, acredita que os dois representam um jeito velho de fazer política. Política com clientelismo, troca de cargos e favores e imposição da força ao invés do debate.

Até quando isso irá durar? O Frizzo já é suplente, não se elegeu em 2008. Será que em 2012 faremos uma mudança profunda na Câmara, realmente renovando a legislatura? Só o tempo dirá.

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