segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você sabe quem é a "bancada da bala" no Congresso Nacional?


Um levantamento feito pelo Uol Notícias, utilizando os dados do TSE como base, mostra a “bancada da bala” no Congresso Nacional. Dos deputados e senadores eleitos em 2010, 27 receberam doações diretas da indústria armamentista. A Taurus, Aniam (Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições) e CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), doaram juntas mais de R$ 2 milhões.

Quase metade deles, 13 parlamentares, são gaúchos e receberam juntos R$ 500 mil. E essa bancada está fazendo o seu “trabalho”. Um exemplo é do deputado Önix Lorenzoni (DEM/RS) que recebeu R$ 250.000,00 da industria de armas. Ele foi um dos parlamentares que rebateram as críticas dos ativistas de direitos humanos após a tragédia no Rio de Janeiro, na escola Tasso da Silveira.

A indústria armamentista perdeu muito dinheiro com o Estatuto do Desarmamento. Em 2002 existiam 2.400 lojas legalizadas para venda de armas, em 2008, 90% delas fecharam, segundo um levantamento do Instituto Sou da Paz. Mesmo assim no Brasil, segundo o Ministério da Justiça, existem 16 milhões de armas (7,6 milhões seriam ilegais). O Ministério aponta, também, que 70% delas são fabricadas no país, inclusive as ilegais, essas são exportadas para países vizinhos e voltam por contrabando para o Brasil.

Como pode-se ver uma indústria que produz um bem que tem como única função matar está gastando uma quantidade bem grande de dinheiro para garantir o seu negócio. O comércio ilegal de armas no Brasil não é feito somente para abastecer o tráfico. A maior parte das pessoas que compra armas ilegais prefere esse método por ser mais barato e por não haver um risco real de punição. O homem que vendeu um revólver calibre 38 para Wellington, que tinha a numeração raspada, era um antigo colega de trabalho do atirador Ele disse à polícia que vendeu o equipamento porque precisava do dinheiro para comprar um carro.

Veja quem é a “bancada da bala”

Senado:

  • Ana Amélia Lemos (PP/RS) - R$ 50 mil 
  • Demóstenes Torres (DEM/GO) - R$ 30 mil 

Deputados federais

  • Abelardo Lupion (DEM/PR) - R$ 120 mil 
  • Afonso Hamm (PP/RS) - R$ 40 mil 
  • Alceu Moreira (PMDB/RS) - R$ 20 mil 
  • Beto Albuquerque (PSB/RS) - R$ 30 mil, hoje licenciado. 
  • Cezar Silvestri (PPS/PR) - R$ 20 mil, no momento licenciado 
  • Eduardo Sciarra (DEM/PR) - R$ 20 mil 
  • Enio Bacci (PDT/RS) - R$ 20 mil 
  • Giovani Cherini (PDT/RS) - R$ 20 mil 
  • Gonzaga Patriota (PSB/PE) - R$ 40 mil 
  • Guilherme Campos (DEM/SP) - R$ 80 mil 
  • Jerônimo Goergen (PP/RS) - R$ 30 mil 
  • João Campos (PSDB/GO) - R$ 40 mil 
  • José Otávio Germano (PP/RS) - R$ 20 mil 
  • Lael Varella (DEM/MG) - R$ 50 mil 
  • Luis Carlos Heinze (PP/RS) - R$ 30 mil 
  • Marcos Montes (DEM/MG) - R$ 40 mil 
  • Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS) - R$ 20 mil 
  • Moreira Mendes (PPS/RO) - R$ 90 mil 
  • Nelson Marchezan Júnior (PSDB/RS - R$ 15 mil 
  • Ônyx Lorenzoni (DEM/RS) - R$ 250 mil 
  • Sandro Mabel (PR/GO) - R$ 160 mil 
  • Silvio Costa (PTB/PE) - R$ 30 mil 
  • Valdir Colatto (PMDB/SC) - R$ 30 mil 
  • Vicentinho (PT/SP) - R$ 20 mil 
  • Vieira da Cunha (PDT/RS) - R$ 20 mil

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