segunda-feira, 11 de julho de 2011

Marlonei e Sartori deveriam ser responsabilizados pela greve dos médicos

Essa é a opinião de 75% de nossos leitores. Para eles tanto o prefeito, Sartori (PMDB), quanto o presidente do Sindicato Médico, Marlonei, deveriam ser responsabilizados pelo movimento grevista, que já dura 90 dias de paralisação, e está prejudicando a população.


A discussão sobre o reajuste salarial para R$ 9.188,00 já dura mais de 460 dias com idas e vindas da paralisação. Somente nos últimos dias houve a apresentação, para a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, de uma contraproposta do sindicato. Nesse tempo todo em nenhuma vez o prefeito Sartori, reuniu com os grevistas. Houve somente uma iniciativa do vice prefeito em exercício, Alceu Barbosa Velho (PDT), mas que foi abandonada por Sartori.

Nesse mês os dias trabalhados começaram a ser descontados. Cerca de 70% dos médicos tiveram desconto no salário, segundo levantamento do Jornal Pioneiro. A prefeitura continuará com essa estratégia de desconto e também diz que instalará relógios pontos.

Essa situação nos mostra o quanto o tema da saúde, no município, é relevado a segundo, terceiro,..., plano. O importante para o governo é construir prédios, como foi o caso do Postão 24 horas, usado e abusado durante a campanha eleitoral. Entretanto não há nenhuma preocupação com o atendimento da população.

Marlonei já disse mais de uma vez que os médicos não vão cumprir às 20h semanais enquanto o salário não for de R$ 9 mil, ou seja, nem se não estivessem em greve o atendimento seria pleno. Os impactos são não são maiores porque já faz 7 anos que a população vem passando por isso e já se acostumou a não encontrar médicos nas Unidades Básicas de Saúde ou enfrentar longas filas no Pronto Atendimento.

A situação está tão desesperadora que não há nem para quem se reclamar. O prefeito e o sindicato médico estão de costas um para o outro e os dois estão desprezando a população. A Câmara de Vereadores tem poder limitado e ainda enfrente uma blindagem da base governista. Os sindicatos de trabalhadores estão em um silêncio constrangedor pois não podem ser contra a greve. O poder judiciário toma medidas esparsas e de pouca efetividade (se os grevistas não fossem representantes da fina burguesia a greve já tinha sido declarada ilegal). Sobraria ao movimento comunitário, que representa em tese as camadas mais desfavorecidas da sociedade, tomar uma atitude. Infelizmente já faz 1 mês que a nova diretoria tomou posse e até agora nada, nem uma declaração mais dura sobre o assunto.

Realmente a população de Caxias está abandonada.

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