domingo, 25 de setembro de 2011

Professores do ensino privado gaúcho vão realizar paralisação

O senso comum acha que o ensino privado é de melhor qualidade pois, como é pago pelos pais dos alunos, as escolas teriam mais infraestrutura, mais recursos e os professores seriam melhor remunerados. Mas essa não é a realidade. Isso é o que denuncia o Sindicato dos Professores de Caxias do Sul (Sinpro/Caxias). Para o sindicato a situação da categoria é outra, por isso está lançando uma campanha para chamar a atenção da opinião pública sobre o aumento abusivo do trabalho imposto aos docentes fora de sua carga horária contratual – uma das principais causas de exaustão e de adoecimento dos professores.

O sindicato quer alertar a população sobre a Hora Atividade ou Atividade Extraclasse, aquele trabalho realizado pelos professores fora da sala de aula como elaboração e correção de provas, elaboração da aula, correção de trabalhos. Mais recentemente com a internet ainda há, muitas vezes, a necessidade de alimentação de um ambiente virtual de aprendizagem. Como há uma indefinição do sindicato patronal quanto à remuneração desse trabalho, o Sinpro/Caxias decidiu desencadear um movimento de denúncia e resistência à falta de limite das demandas extracontratuais.

A Greve de Domingo, marcada para o dia 2 de outubro, dá ênfase à essa realidade. Os relatos e as denúncias são numerosos: trata-se da exigência de uma jornada extraclasse cada vez mais extensa, imposta aos professores de todos os níveis de ensino. O problema não é novo. Nova é a exacerbação, o exagero, a extensão desmedida das atividades extraclasse.

Historicamente, existem tarefas, anteriores ou complementares, preparatórias ou avaliativas ao momento da sala de aula. Essas atividades são imprescindíveis para que a aula aconteça. Ocorre que não há limite, não há razoabilidade nas exigências aos professores quanto ao volume e à diversidade das tarefas extraclasse, na maioria das instituições. A indefinição da sua remuneração leva agora o Sinpro/Caxias a considerar e propor aos professores uma luta de resistência e limitação dessas tarefas e dessa jornada.

Veja abaixo um vídeo feito pelo sindicato que aborda essa situação:


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