quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lê, lê, lê, lê... Lava roupa todo dia...

Foi publicada pesquisa da Regus que revela o que já sabemos há muito tempo: os trabalhadores brasileiros trabalham mais que as tais 44 horas semanais. Seis em cada dez brasileiros trabalham mais de nove horas por dia. Mas o limite não são oito horas diárias? E a tal hora-extra não é para horário "extraordinário"? Pois é...

É por isso que a CUT há muito tempo luta pela limitação constitucional da jornada de trabalho para quarenta horas semanais. O limite de oito horas diárias de trabalho foi estabelecido ainda em 1919 pela OIT e foi um grande avanço para a época, considerando-se que as jornadas passavam as dez horas de labuta. Então, podemos considerar que a luta pela limitação em quarenta horas semanais é um avanço pífio se comparado com a conquista das oito horas diárias alcançada há quase um século.

A pesquisa revela também aquilo que os homens costumam negar veementemente: a maioria das mulheres, ao chegarem em casa vão para a segunda jornada de trabalho, o que nos faz deduzir que as mulheres destinam uma parte maior do seu tempo ao trabalho do que os homens, considerando que são elas as "responsáveis" pelo cuidado dos filhos e pela administração da casa.

Os números encontrados na pesquisa estão acima da média global e demonstram que de "vagabundo" os brasileiros não têm nada. Pelo contrário, o que temos há muito tempo sobre nossas costas é a exploração. E aqui na terra da polenta os grandes empresários teimam em incutir na mente dos trabalhadores que quanto mais eles trabalharem e se dedicar, mais chances terão de se tornar "grande" na vida. Depois vem a constatação: você não vai se tornar um Raul Randon, nem os seus filhos, nem os filhos dos seus filhos... E juntando todo o dinheiro de muitas gerações da sua família será impossível chegar à metade da fortuna do Raul Randon.

É a lógica da exploração do capitalismo....

Lê, lê, lê, lê... lê, lê, lê, lê, lê, lê....

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