Polentinhas: Renato Oliveira precisa decidir de que lado está

Não sei se é pragmatismo, carreirismo ou foi pressão de cima, mas ao lançar sua candidatura a vice-presidente da Câmara, o vereador Renato de Oliveira (PCdoB), fez mexer a frágil dinâmica das forças políticas dentro do parlamento.

Com a eleição, quase certa, da vereadora Geni Peterri (PMDB), como presidenta. A disputa pela vice ganhou notoriedade. O primeiro movimento partiu do PT ao lançar o vereador Rodrigo Beltrão, que, segundo informações, estaria muito próximo de conseguir os votos necessários. Inclusive, Beltrão, tem um voto aberto do vereador Mauro Pereira (PMDB).

Mas entra um elemento novo, a candidatura de Renato Oliveira. Esse movimento pode fazer com que a bancada governista fique com a maior parte dos cargos da mesa sepultando a ideia de "mesa pluripartidária". Se fosse pela lógica as maiores bancadas teriam direito aos cargos de direção. PMDB e PT tem as maiores bancadas e, na prática, compuseram a mesa diretora nas principais posições apenas esse ano.

A composição da mesa diretora da Câmara é importante por que é de lá que sai as pautas de votação e o dia a dia do parlamento. Também é um espaço de bastante visibilidade. Parece que o PCdoB quer tentar beliscar um pouquinho dessa visibilidade pensando nas eleições de 2012, ou é o próprio vereador que, preocupado com a reeleição, quer ter o máximo de exposição possível.

O problema de ficar jogando para o lado da bancada governista numa hora, na oposição em outra é de perder a credibilidade nos dois lados. Como dizem: "Passarinho em cima do muro leva pedrada dos dois lados".

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