terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Capina química em Caxias?

A imagem ao lado, meio fora de foco e escura, foi captada na noite de ontem, em Caxias do Sul, na rua Mateo Gianella. Ela mostra um servidor público, da Codeca, realizando a aplicação de algum produto no mato que cresce entre as frestas das calçadas.

Isso estava sendo feito em toda a extensão da rua, nas calçadas dos dois lados. O que chama atenção é que:

1 - Estava sendo feito de noite, depois das 21 horas;

2 - O caminhão que os acompanhava não tinha nem o pisca alerta ligado.

Podemos ver, ao que parece, essa ação parece ser feito meio as escondidas, pois não contava com uma sinalização adequada, até para preservar a segurança dos trabalhadores. Fazer a capina de noite não é, a priori um problema, porém a capina por roçadeira é feita durante o dia, então a justificativa não é o trânsito ou coisa parecida.

Em novembro do ano passado o vereador Rodrigo Beltrão (PT) entrou com um pedido de informações sobre o uso de glifosato, herbicida proibido pela Anvisa, em Caxias. A Prefeitura contratou, em fevereiro do ano passado, um estudo, que custou R$ 200 mil, com a UCS para estudar a melhor alternativa de capina urbana para Caxias.

Do estudo ou do pedido de informações, até agora, não sabemos nada. O que se sabe, é que no escurinho da noite, a Codeca parece que está fazendo algo, e que não quer que ninguém veja.

4 comentários:

  1. Amigo

    A capina quimica é feita a noite pois sua aplicação não pode ser feita sob o sol.

    Abs
    Eng Florestal Marcio Vargas

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  2. Mas não há capina química em Caxias do Sul. A CODECA nega, todas as vezes, que ela esteja acontecendo. Se realmente tem que ser feita a noite, está sendo feito as escondidas, pois não há luzes de sinalização, para por exemplo, proteger os servidores que fazem esse serviço.

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  3. Não sei o porquê da polêmica sobre a capina química. A Anvisa (parece ser leiga no assunto) erra ao generalizar o termo "agrotóxico" para herbicidas de baixa toxicidade utilizados na área urbana. Como Engenheiro Agrônomo, afirmo que o glifosato (o herbicida mais comumente utilizado) é menos tóxico que o próprio sal de cozinha. A questão é mais burocrática do que técnica, porque são debatidos por leigos. Estes produtos se utilizados sob prescrição e supervisão de um Engenheiro Agrônomo não apresentam problema algum.

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  4. ...continuando:
    Eu nunca vi nenhum caso de intoxicação por glifosato, imazapir ou outro qualquer. O poder público e Anvisa deveriam se preocupar mais com a questão dos remédios no Brasil. Isso sim é um problema de saúde pública, visto que mais de 50% do que é prescrito é desnecessário, causando prejuízos à saúde pública.

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