terça-feira, 17 de abril de 2012

Caxias contra o feminicídio

A saúde mental dos caxienses não vai bem. E a cidade não tem uma política preventiva confiável.
O combate ao crack é amador diante da grandiosidade do problema. O mesmo ocorre com o álcool, vendido em botecos sem alvará.
Resultado disso: cidadãos alucinados e desamparados matam e se matam.


Apesar da análise correta do colunista do Burgueseiro sobre o caos em que se encontra a política de saúde mental em Caxias, caracterizou de forma errônea as mortes que aconteceram neste fim de semana.

Há muito tempo que o machismo possui outros nomes dados pela "sábia" imprensa brasileira: chamam-no de alcoolismo, drogadição, ciúmes, loucura, brabeza... O fato é, que o assassinato e a violência contra as mulheres têm se intensificado nos últimos anos.
Esse machismo que, em vez de diminuir dá mostras de que não vai parar, ganha contornos de feminicídio:

Feminicídio*:  assassinato de mulheres por motivo de gênero em meio a formas de dominação, exercício de poder e controle sobre as mesmas. O feminicídio resulta de ações caracterizadas pela violação contínua e sistemática dos direitos das mulheres e dos direitos humanos.

Os homens não matam apenas porque estão alcoolizados ou têm ciúmes. O seu sentimento é de posse sobre a mulher. É de desprezo pelo gênero oposto. É por esse motivo que o assassinato de duas mulheres no último fim de semana em Caxias do Sul não se deu por acaso. Uma jovem adolescente grávida foi estrangulada pelo pai de seu filho e uma mulher foi assassinada pelo seu ex-companheiro. O outro caso que chocou a cidade trata-se de um homem que ateou fogo na companheira.

Os casos se repetem: companheiros, pais e ex-namorados continuam a agredir e matar as mulheres.

Esse machismo tem que parar! Eduque seus filhos sempre para a igualdade de gêneros. Os homens não são donos das mulheres, não são melhores que as mulheres nem podem mais que as mulheres.

Denuncie: disque 180 para crimes contra as mulheres

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