Ao liberar obras do Marrecas juiz dá puxão de orelha na prefeitura

O corte de árvores foi liberado, novamente, no canteiro de obras do Marrecas. Na verdade aconteceu o inevitável e isso o próprio  vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Luiz Carlos de Castro Lugon, que revogou a medida cautelar que impedia o corte de árvores para a formação do lago da represa.

Segundo o desembargador: “Relativamente ao corte das árvores, que se pretendeu evitar, parece-me que já foi realizado, conforme informa o município, nada mais restando à proteger”. Faltam apenas 2% da área total para ser desmatada.

Porém Lugon, em outro trecho, deixou a sua indignação com esse tipo de obra. “De lamentar que o meio ambiente esteja sendo descurado, que não se busquem alternativas para evitar o alagamento de áreas de preservação permanente, e não é a primeira vez que a construção de barragens é realizada com destruição de árvores nativas”.

Mesmo ao liberar o corte da vegetação restante o desembargador deu um baita puxão de orelha na administração municipal que em nenhum momento se preocupou em escolher a área com menor impacto ambiental. Durante toda a obra ela se comportou com o discurso "de fato consumado". O discurso oficial sempre foi: "A obra já está quase pronta". É hora dos administradores públicos pararem com essa política de fato consumado e começarem a ser responsabilizados por obras mal planejadas, que torram dinheiro público e são usadas com fins eleitoreiros.

A pressa da prefeitura não é porque ela está interessada em que a população seja abastecida por água. Se fosse isso ela trataria do desperdício de 60% da água potável que existe na nossa cidade. O que o governo Sartori quer é, até 6 de julho, último dia para candidatos poderem participar de inaugurações, cortar uma fita inaugural do lado do seu candidato Alceu Barbosa Velho.

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