segunda-feira, 25 de junho de 2012

Coligações partidárias e as análises tendenciosas da mídia

Virou lugar comum falar que os candidatos, principalmente a prefeito, fazem coligações esdrúxulas para garantir mais apoios, militância, ou simplesmente mais tempo de televisão. Inúmeras matérias já foram feitas esses dois últimos meses sobre o assunto. A RBS, empresa que tem o monopólio da comunicação no Rio Grande do Sul, dedicou páginas e páginas ao assunto. 

Realmente achamos que muitas coligações eleitorais não são baseadas em programa. Nem partidário, nem de projeto para a cidade. Isso não é problema da quantidade de partidos existentes (hoje são 30 no Brasil), mas sim de nosso sistema eleitoral que mistura o voto na pessoa, mas que depende da votação do partido para a eleição.

Agora o que não dá para tolerar é crítica seletiva. Manuela D'Avila (PCdoB) se coligar com o PP é um absurdo, mas com o Fortunatti (PDT), não! Mesma regra para Caxias. Com o PT é heresia coligar-se com o PP, mas com o Alceu não teria problema nenhum.

Outra questão que não sei viu uma única linha na imprensa caxiense é sobre o conjunto de alianças que se reuniram pró Alceu, 16 partidos ao todo. Já noticiamos aqui que várias dessas alianças foram obtidas no troca-troca. A mais recente foi a do PSL, que deixou a coligação de apoio a Marisa Formolo e, no mesmo dia em que anunciou apoio a Alceu sua presidente ganho um CC no governo Sartori (leia aqui).

Mesmo caso aconteceu com o PP e o PTB onde defensores contrários a aliança dos seus partidos com Alceu, discursaram dizendo que seus colegas, defensores da outra tese, estavam colocando seus cargos de confiança acima dos interesses do partido. O mesmo aconteceu com o PV, onde a direção municipal foi dissolvida pela estadual e partiu para o apoio a Marisa Formolo, mas os ex-dirigente do PV não perderam seus CCs no governo.

Corre também nos bastidores da cidade uma informação de que promessas financeiras e cargos foram usados para retirar toda a base de apoio do candidato Democrata Milton Corlatti. Outro fato, inclusive noticiado no Pioneiro, porém desmentido pelo partido é que o PPS queria mais espaço no talvez futuro governo Alceu para se manter no governo. Como não obteve resposta positiva foi para outro lado.

Primeiro Sartori, e agora Alceu, se vangloriam de uma longa lista de partidos que reuniram. Porém isso já cobrou um preço muito caro na nossa cidade. A máquina pública foi inchada com apadrinhados para garantir um espacinho para todos os aliados. Favorecimentos e CCs que não trabalham são coisa comum no Centro Administrativo. Porém não lemos nada sobre isso nos jornais.

A grande parte das siglas que compõem essa lista de partidos são na verdade siglas de ocasião. A grande maioria foi criada, na cidade, para acomodar um ou outro "coronel" de bairro. Se nenhuma influência prática na vida da cidade elas só fazem número, e viram balcão de negócio.

Deixamos um desafio aos nossos leitores. Você conseguiria dizer o nome de todos os partidos da coligação do Alceu/Feldmann? Nem nós, tivemos que consultar o TSE.


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