quarta-feira, 18 de julho de 2012

'Essa coligação ampla está para se escorar e não para atender a população"

A frase do título é do candidato a prefeito Assis Melo (PCdoB) e demonstra bem as alfinetadas que o candidato situacionista, Alceu Barbosa Velho (PDT), levou durante todo o debate realizado na manhã de hoje na Rádio Caxias.

Debates são espaços pouco recomendados para quem quer ver alguma diferença entre os candidatos, mas são importantes para saber o tom da campanha e o foco de cada um. Como as propopostas já são empacotadas é muito difícil achar a diferença entre um e outro. Mas nesse primeiro debate algumas características afloraram.

Milton Corlatti (DEM) mostra-se, obviamente, como o candidato que quer trazer a experiêcia da iniciativa privada ao serviço público. Ele chegou até a afirmar que "nós temos que acabar com o político profissional e fazer o político ser profissional".

Marcos Daneluz (PT) aposta no fato de ter sido governo (ele e a vice Justina) há 8 anos atrás. Também reafirmo sua origem, no interior de Caxias, e que por isso conhece bem os problemas dessas localidades. Foi de Daneluz a afirmação mais contundente no sentido de voltar "a participação popular" aos moldes do que era o Orçamento Participativo e apresenta um item novo que é a implantação do Gabinete Digital, aos moldes do governo Tarso.

Possamai (PSOL) apresentou sua trajetória oriunda dos movimentos, em especial o movimento estudantil. O prinicipal foco dele é demonstrar-se como alternativa, de esquerda, principalmente. Foi de Possamai a expressão que gerou um direito de resposta, injusto diga-se de passagem, onde ele chamou a coligação da situação de "Macarronada Política Indecente".

Assis Melo (PCdoB) protagonizou algumas das alfinetadas mais contundentes em Alceu. Ele chamou o adversário de "candidato do continuísmo", questionou a devolução de recursos ao governo federal por não realização das obras. Foi, portanto, o candidato que mais questionou o governo Sartori/Alceu.

Alceu Barbosa Velho (PDT) apresentou-se como candidato de situação. Mostrou os números da atual administração, das obras realizadas e disse que pode fazer mais. Não escapou ileso as críticas. Quando confrontado por Possamai e Assis perdeu a calma. Alceu ira calcar sua campanha nas obras e reallizações de Sartori.

Foto: Bárbara Demétrio
De propostas concretas o debate ficou um pouco pobre. Há muita generalidade pois o tempo é muito curto para cada fala. Daneluz e Assis foram os que sairam um pouco do generalismo a apresentaram propostas um pouco mais concretas. Daneluz apresentou uma proposta de construção de 8 novas creches com recursos do ProInfância. Assis apresentou a implantação, em Caxias, do BRT (ônibus de trânsito rápido) com corredor exclusivo para ônibus.

A ampla aliança de Alceu foi alvo de crítica de todos os candidatos. Com excessão de Corlatti que disse que por ter uma candidatura sem alianças ele não precisa distribuir cargos se eleito, os outros candidatos atacaram muito mais a forma com que a aliança foi construído do que ela em si.

Posssamai lembrou por diversas vezes que a coligação de situação foi construída na troca de cargos no governo municipal (algo que já expomos aqui e aqui). Em sua defesa Alceu foi genérico e disse que a aliança foi construída por afinidade.

Outro ponto que chamou atenção foi a pergunta formulada por Daneluz, para Alceu, sobre meio ambiente. Alceu disse que muito se fez na preservação ambiental e citou o Mato Sartori (OK) e a impressão do calendário ambiental (ãh?!?!!?). Daneluz foi enfático ao afirmar que "No nosso governo nós vamos evitar desmatamentos desnecessários. O governo tem que dar exemplo na questão ambiental".

Outra frase que chamou atenção foi quando Assis, ao se referir a Alceu disse: "Quem ficou 8 anos no governo não deve dizer o que vai fazer, mas tem que explicar porque não fez".

O clima esquentou, mas por enquanto em alto nível, por enquanto.

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