sábado, 14 de julho de 2012

Explicações de Tonus não convencem

Tônus não consegue explicar contradições
nos contratos de prestador de serviços
[Foto: Letícia Rossetti]
O secretário de Turismo, João Tonus, compareceu à Câmara de Vereadores para prestar esclarecimentos sobre o contrato de recepcionistas que trabalharam durante a Festa da Uva desse ano. Segundo denúncias da vereadora Denise Pessoa (PT) (leia aqui) a empresa contratada para terceirizar o serviço, a JOB Recursos Humanos, recebeu R$ 350 mil para contratar 219 recepcionistas e 37 folguistas (que cumpririam as folgas dos efetivos), porém a empresa apresentou para o Ministério do Trabalho o registro de apenas 121 recepcionistas.

O caso é mais grave pois quem fiscalizava o contrato eram 3 cargos de confiança da própria secretaria: o Secretário, Jaison Barbosa (PDT), Saulo Velasco (PDT) - que já recai sobre ele denúncias de empregar parentes em contratos temporários e Marcelo Zamboni Pauli (PMDB).

Apesar de serem bastante graves as denuncias, nem Tonus, nem o Secretário de Gestão e Finanças, Carlos Burigo, que também compareceu a sessão, trouxeram qualquer planilha que comprove que as pessoas realmente trabalharam. As explicações dos dois representantes do governo Sartori foram vagas e não explicaram, entre outras coisas, a formalização de um aditivo apenas 2 dias antes do término do evento.

Outro fato que causa estranheza é que na primeira licitação, em dezembro de 2011, 5 empresas se apresentaram porém todas foram desclassificadas por problemas de documentação. Quinze dias depois, em nova chamada, a JOB foi vencedora porém, novamente, ela apresentou problemas de documentação. Isso não impediu que, às vésperas da Festa da Uva, ela fosse contratada, por dispensa de licitação para prestar o serviço. Inclusive, durante a festa, a empresa JOB teve 12 atuações do próprio Ministério do Trabalho por irregularidades.

Em fevereiro desse ano uma reportagem do O Caxiense apontava o atraso para a contratação desses recepcionistas (veja aqui). Na época, uma semana antes da abertura da festa, comentava-se da contratação de 150 recepcionistas. Esse número ficou abaixo do que foi efetivamente contratado, porém a empresa ao que tudo indica recebeu como se quase o dobro tivesse trabalhado. Na matéria Edson Mano (PR) já falava sobre os problemas da licitação. Ao que tudo indica tudo foi feito de maneira muito desorganizada.

Durante a sessão os vereadores de oposição foram com toda a carga para cima de Tonus. Ana Corso (PT) afirmou não entender o motivo dos folguistas virem, todo o dia de Porto Alegre e questionou o porquê esses contratados não usavam crachá de identificação.

Denise, autora da denuncia, não se convenceu com o termo aditivo, no final do contrato, e com a indicação de 3 CCs para fiscalizar o cumprimento do contrato.

Esse é mais um fato que se juntam a tantos outros  que desmoralizaram a Festa da Uva desse ano. Nessa edição houve de tudo. Suspeita de favorecimento na escolha da Rainha e Pricesas, amadorismo na decoração da cidade, atrasos da divulgação da Festa, barraco durante o desfile, contratos suspeitos com tercerizadas de limpeza e de pessoal, ou seja, a administração Sartori privatizou, para um pequeno grupo, as beneses da Festa. Deve ter tido muita gente fazendo caixinha de campanha com o evento.

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