Não se fazem mais comunistas como antigamente

Dia após dia, com a crescente entrada dos comunistas (PC do B) nos espaços de poder, podemos ver diversas aberrações. Antes de falar do ponto central em Caxias do Sul, vale lembrar a bizarrice do acordo extra-oficial entre Manuela Dávila (PC do B) e Ana Amélia Lemos (PP), em que Ana Amélia apóia a comunista para a Prefeitura de Porto Alegre nestas eleições e aguarda o retorno do apoio nas eleições para o governo do Estado em 2014.

Em Caxias, o candidato do PC do B à Prefeitura, Assis Melo, além de ser manchete cotidiana pelo uso descarado da máquina do Sindicato dos Metalúrgicos (está sempre em cima do palanque), também se destacou pela negociação lisa que teve com os sindicatos patronais neste ano.

O Sindicato dos Metalúrgicos negociou com os sindicatos patronais da categoria um reajuste de 7,5%, e neste ano, não houve embates fortes como outrora e se aceitou sem muita esperneação o segundo percentual proposto pelos patrões. O embate forte com certeza traria consequências para a campanha de Assis, que provavelmente terá aporte financeiro das empresas com as quais negociava no sindicato.

É sabido que as empresas doam vultosas quantias para as campanhas eleitorais, tanto para as majoritárias quanto para as proporcionais. Desta forma têm na mão todos os candidatos que venham a se eleger, que ficam devendo uma conta eterna com seus patrocinadores.

Daí a importância de que, na reforma política brasileira, seja instituído financiamento público de campanha.

Para finalizar, registre-se que Assis está correndo risco de ter sua candidatura impugnada devido a participação dirigente que teve nas Assembleias da categoria: discursou no palanque. Tudo como metalúrgico, jamais como Presidente do Sindicato ou candidato...

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