segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Postão 24 Horas de Espera





P é machucado, não teve jeito, tive que ir pro Postão.
O dia estava estava frio e chuvoso, dezenas de pessoas se acumulavam na entrada,
S entadas, em pé, homens, mulheres, idosos e crianças.
T anta gente mal humorada e triste como eu nunca tinha visto.
A pós 3 horas de espera, finalmente fui atendido: para a triagem.
O que me aguardava: classificação "Azul", ou seja, atendimento por ordem de chegada .

2 servidoras faziam a triagem de todas aquelas pessoas doentes, enquanto
4 davam explicações e tentavam acalmar alguns pacientes impacientes.

H umilhação, insatisfação, dor, cansaço, tristeza e fúria. Sentimentos que estavam estampados nos
O lhos daquelas pessoas caladas e aparentemente indiferentes.
R ezar, para alguns, era a única alternativa. Já que não possuíam sequer dinheiro para o
A lmoço. Eu, com o pé machucado, nem andar conseguia.
S olidariamente, uma moça se dispôs a ir comprar um lanche para mim.

D e repente, pude perceber outros sentimentos que também se afloravam naqueles doentes:
E mpatia e compaixão. Mesmo na dor, as pessoas ajudava-se umas às outras.

E finalmente o médico me atendeu! Olhou, olhou e me mandou fazer um Raio X.
S entado em sua cadeira, analisando meu exame, não soube dizer seu eu havia ou não quebrado o pé.
P ara casa tive que voltar, para no dia seguinte retornar ao Postão.
E nquanto voltava para casa, tive vontade de chorar. As dez horas de espera pareceram 24.
R ecordei de tudo o que vi e passei. E agourei os responsáveis por aquele descaso.
A cordei no dia seguinte e decidi: não volto mais para aquele lugar!

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