quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Enquanto a mídia inundava você com o "Mensalão" o Cachoeira quase foi solto

Enquanto a mídia inundava os noticiários com matérias, análises, transmissões ao vivo, suposições e outras coisas mais sobre o "mensalão", a justiça quase colocou em liberdade o maior contraventor do Brasil, Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro, como resultado da operação Monte Carlo da Polícia Federal.

Os advogados de Cachoeira conseguiram convencer o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal - 1ª região, de soltar o bicheiro. Por sorte outra juiza, da 5ª Vara Criminal de Brasília, indeferiu o pedido de revogação de sua prisão. Segundo Ana Cláudia de Oliveira Costa Barreto, Cachoeira não pode ser solto porque “ainda representa risco concreto à ordem pública”.

“Em razão do inegável poderio econômico do réu, exibido às escâncaras na mídia, as outras medidas cautelares previstas na legislação não seriam suficientes para resguardar a ordem pública, uma vez que, no atual momento processual, deve preponderar o interesse da sociedade”, diz a juíza em trecho da decisão.

Todos os dias os jornais, rádios e televisões, inclusive em Caxias, trazem notícias, em exaustão sobre o julgamento que está ocorrendo no STF. Por outro lado chega a ser desconcertante o silêncio da mídia em relação ao caso de Cachoeira que gozava de forte influência no governo de Goias, e tinha um Senador, Demostenes Torres (ex-DEM) como seu "office boy" de luxo. Cachoeira ainda prezava de uma relação muito íntima com Policarpo Junior, editor da sucursal da Veja em Brasília, onde, em mais de 200 ligações telefônicas, o jornalista encomendou dossiês e denuncias contra os desafetos de Cachoeira e da Veja. A influência era tanta que Cachoeira escolhia até onde sairiam as matérias na revista.

A CPI tentou ouvir Policarpo Júnior mas o requerimento foi rejeitado pelo bloco de oposição com apoio até do deputado Miro Teixeira (PDT).

Esquema de Cachoeira movimentou R$ 84 bi em 10 anos, diz relator


A organização criminosa chefiada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, movimentou nos últimos dez anos mais de R$ 84 bilhões. Os dados constam do parecer que será apresentado pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG).

No próximo dia 30 de outubro a comissão vai decidir por quanto tempo será prorrogado os trabalhos. ''Um lado positivo da prorrogação dos trabalhos é que poderemos aprofundar a análise dos dados que ainda estão chegando à comissão'', disse Cunha. Ele afirmou que chegou ao valor de R$ 84 bilhões em movimentações analisando 75 quebras de sigilos de pessoas físicas e jurídicas ligadas a Cachoeira.

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