terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Oposição ao governo Dilma garante pizza na CPI do Cachoeira

Odair Cunha: houve uma articulação para
blindar Perilo e a Delta [Foto:Alexandra
Martins]
A bancada oposicionista ao governo federal conseguiu rejeitar o relatório final da CPI do Cachoeira. Por 18 votos a 16 o relatório oficial, do deputado Odair Cunha (PT-MG) foi rejeitado e, em seu lugar, foi aprovado um relatório paralelo, com uma página e meia, do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), que não cita nenhum nome.

Para o relator da Comissão o relatório paralelo “É um nada, que não leva a lugar nenhum, não tem nenhum efeito prático”, criticou Odair Cunha, ao definir o texto aprovado. Ele argumentou que seu relatório foi rejeitado porque “houve na comissão uma articulação para blindar o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, e a empreiteira Delta”.

O relator havia incluído o Procurador Geral da União, Roberto Gurgel e Pilicarpo Júnior, da Veja. Porém Cunha cedeu a pressões e retirou os dois nomes do relatório. Mesmo assim a atitude não garantiu a aprovação do mesmo. “Queriam que eu retirasse a Delta e o Perillo. Isso não posso fazer, pois se trata das ramificações empresarial e política da organização criminosa” comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, justificou.

Quando o PIG percebeu que as investigações da CPI podiam atingir seu maior representante, a Revista Veja, e suas relações com o contraventor Carlos Cachoeira e sua quadrilha, procurou maneiras de esvaziar a CPI. A primeira ação foi desacreditar os trabalhos qualificando-a de governista. A segunda foi impedir a convocação de Policarpo Júnior, responsável pela sucursal da Veja em Brasília, que trocou centenas de telefonemas com Cachoeira que escolhia até a página que saia as reportagens que ele encomendava.

A ação seguinte foi inundar o pais com mais de 240 horas de transmissão do julgamento da AP 470, para criar a cortina de fumaça ao redor de seus interesses. O PIG e a oposição, conseguiram, por fim, que o relatório final, não fosse relatório nenhum.

Como votaram os deputados e Senadores em relação ao relatório final de Odair Cunha:

A favor:

Senadores:

Jorge Viana (PT-AC)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Pedro Taques (PDT-MT)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Aníbal Diniz (PT-AC)

João Costa (PPL-TO)

Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

Deputados:


Cândido Vacarezza (PT-SP)

Odair Cunha (PT-MG)

Paulo Teixeira (PT-MG)

Íris de Araújo (PMDB-GO)

Ônix Lorenzini (DEM-RS)

Glauber Braga (PSB-RJ)

Miro Teixeira (PDT-RJ)

Rubens Bueno (PPS-PR)

Jô Moraes (PCdoB-MG)


Contra:

Senadores:
 
Sérgio Petecão (PSD-AC)

Sérgio Souza (PMDB-PR)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Ivo Cassol (PP-RO)

Jayme Campos (DEM-MT)

Alvaro Dias (PSDB-PR)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP)

Marco Antonio Costa (PSD-TO)

Deputados:

Luiz Pitiman (PMDB-DF)

Carlos Sampaio (PSDB-SP)

Domingos Sávio (PSDB-MG)

Gladson Cameli (PP-AC)

Maurício Quintela Lessa (PR-AL)

Sílvio Costa (PTB-PE)

Filipe Pereira (PSC-RJ)

Armando Vergílio (PSD-GO)

César Halum (PSD-TO)

Com informação da Agência Câmara de Deputados e Agência Senado



 

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