domingo, 23 de dezembro de 2012

Prefeitura tenta esconder a verdade sobre morte de pombas na praça

Secretário deve
explicações à comunidade
Não parece haver dúvida de uma coisa. As mais de 100 pombas que já morreram no centro da cidade foram envenenadas. Nem é preciso laudos criminalisticos para comprovar isso basta as evidências. Há testemunhas. Um vigilante diz que viu um homem, de madrugada, jogando um farelo entre os canteiros. Algum tempo depois as pombas começaram a morrer. Quem jogou o "farelo" o fez de uma maneira que iria atrair as pombas, já acostumadas ao alimento que era trazido pela aposentada, Idiati Macan Mondin.

O que precisa saber é para quem, ou porque, esse homem agiu.

O impressionante é que a prefeitura está tentando jogar panos quentes no assunto. Populares tem dito que as pombas são jogadas no lixo, pelo vigilantes, antes da imprensa chegar. O secretário de meio ambiente, Nestor Pistorello, não solicitou, até agora, as imagens das câmeras de vídeo da praça, que poderiam mostrar quem espalho o "farelo". A secretária de saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, diz que um lote de animais mortos foram enviados à UFRGS para análise, porém não soube dizer para onde mandou. A UFRGS, por sua vez, nega que recebeu qualquer pedido, da prefeitura, para análise de animais mortos.

A atitude dos gestores municipais nesse caso é quase criminosa pois estamos lidando com saúde pública. O que envenenou as pombas pode ter contaminado o solo, os bebedouros, plantas e sabe-se lá mais o que na redondeça. Se mata pombas, qual o mal pode fazer para outros animais ou para as pessoas?

O vigilantes são forçados a mentir, o Secretário do meio ambiente mente, a Secretária de saúde mente e o prefeito, mais uma vez, não diz nada. Estamos perdidos!

Tamanha atrapalhação tem duas justificativas, ou os representantes do poder público sabem quem fez e estão acobertando o autor ou são incompetentes mesmo. Se acobertam são criminosos, se são incompetentes, alguns deles continuaram administrando Caxias.

Apuração independente

A Soamma enviou seis pombas mortas para análise do setor de patologia da Faculdade de Veterinária da UFRGS. Só que nesse caso a UFRGS confirmou o recebimento do material (ao contrário daquele que supostamente foi enviado pela prefeitura). Segundo Natasha Valenti, integrante da ONG, ainda há mais três animais que sobreviveram e que estão na chácara da ONG. A Soama pediu que o Ministério Público investique o caso e que sejam solicitadas as imagens das câmeras de segurança, atitude não tomada pela prefeitura.

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