quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Negociação entre prefeitura e sindicato médico é mantida em sigilo

Em dezembro de 2011 a greve de 9 meses foi interrompida
para evitar maiores prejuizos eleitorais
Passados 1058 dias do movimento grevista dos médicos servidores públicas da prefeitura de Caxias do Sul, o Sindicato Médico e o prefeito fizeram mais uma rodada de conversas, no dia de ontem, dessa vez com uma proposta concreta. Depois de uma longa greve da categoria, houve uma trégua, em novembro de 2011, para não atrapalhar as eleições para prefeito.

Diferente do governo Sartori que não se reuniu com o sindicato da categoria, Alceu Barbosa (PDT) tomou uma atitude diferente. Reune, mas fica em silêncio sobre o resultado. Estão em jogo um reajuste próximo aos 60%, a retirada da ação na justiça que questiona a legitimidade do Sindicato Médico em negociar pela categoria e a não exigência de cumprimento de horário por parte do profissional.

Escanteado dessa discussão está o Sindicato dos Servidores Municipais, Sindiserv, que obteve na justiça a confirmação de que ele é o representante de toda a categoria, inclusive os médicos, junto ao poder público. Caso participasse da discussão o sindicato exigiria, o que é justo, isonomia para todas as outras categorias com curso superior que existem no município. Portanto se os médicos recebessem 60% de reajuste, Enfermeiros, Psicólogos, Advogados, Assistentes Sociais, Nutricionistas, Dentistas, entre outros teriam direito ao mesmo reajuste.

Além disso há a ausência de plano de carreira para o funcionalismo caxiense o que abre margem para existirem essas aberrações.

A negociação com o sindicato médico é importante. O que é lamentável é fazer isso sem transparência. A população tem que saber o que está sendo discutido e o restante dos servidores públicos também. Não se pode criar duas categorias de servidores. Uma com privilégios de reajustes diferenciados e que não precisam cumprir horário e a outra.

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