quarta-feira, 13 de março de 2013

Um novo Papa só nas aparências, na ideologia tudo igual

Jorge Mario Bergoglio, que passa a se chamar Papa Francisco I, chegou cheio de novidades. É o primeiro em 500 anos a substituir um Papa que renunciou. É o primeiro Papa do hemisfério sul e o primeiro Papa da América e o primeiro Jesuita a ser Papa. Também fazia 1200 anos que um Papa não era europeu (Gregório III nasceu na Siria e foi Papa entre 731 e 741).

Tirando essas novidades, o resto é tudo igual. O novo Papa é a fina flor do conservadorismo. É contra o aborto, a eutanásia e contra o casamento gay. Ele se opos firmemente, em 2010, ao projeto de lei que permitia a união homossexual na Argentina. Na época escreveu: " Não vamos ser ingênuos, não estamos falando de uma simples batalha política, é uma pretensão destrutiva contra o plano de Deus". Ele também afirmou que a adoção de crianças por famílias homosexuais é "uma forma de discriminação contra a criança".

Pesa sobre ele também a acusação de responsabilidade pelo sequestro de dois jesuitas pela Marinha Argentina durante a ditadura militar no nosso vizinho. Para Francisco I o mundo ideal seria aquele que é mais próximo do fundamentalismo religioso (xiitas, talibãs, e congêneres) do que o que chamamos de mundo ocidental.

Outro fator, que não é novo é os micos que a mídia paga na cobertura de eventos desse porte. Nenhum "vaticanista" contratado pelas emissoras de TV como entendidos no assunto citou o Cardeal Bergoglio entre os favoritos. Informações que começam a circular agora falam que na eleição de Bento XVI ele teria feito 40 votos, o que é muito, ele ficou em segundo! Nota zero para os palpiteiros.

Para nós brasileiros, a sorte foi o Papa não ser brasileiro. Qualquer eleito seria extremamente conservador e, no ano que vem, a disputa eleitoral viraria novamente uma guerra santa com a provocada por Serra no segundo turno da eleição presidencial. Azar da Christina que ganha um pedra no sapato.

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