terça-feira, 16 de abril de 2013

Árvores retiradas do Marrecas que estão apodrecendo e sendo roubadas seriam destinadas à habitação popular

As 6,5 mil araucárias que foram cortadas na área que seria alagada para a formação da Barragem do Marrecas estão tendo um triste fim. Depois de cederem a sua existência para uma obra que poderia ser feita em outro local com menor custo ambiental, as milhares de toras estão apodrecendo ou sendo roubadas.

A denúncia, publicada no Pioneiro de hoje, se junta a outras suspeitas que já existem há tempos: a de que muitas toras foram enterradas para que a obra fosse completada a tempo de ser inaugurada pelo prefeito Sartori. Infelizmente nunca se saberá se isso de fato aconteceu ou não, mas levando em conta o descaso demonstrado pelo poder público com o que foi removido e está abandonado não se duvida de nada.

Segundo o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), o edital para a venda da madeira teve uma oferta considerada muito baixa pela autarquia. Ainda não há nenhuma resposta sobre o que será feito com essa madeira toda. A decisão do Samae é puramente decorativa, abrir uma valeta para impedir que os caminhões roubem mais madeira.

Há quase um ano, a prefeitura anunciou que a mateira retirada do Marrecas seria repassada para a Secretaria de Habitação, mediante convênio. O Procurador Geral do Município, na época, Lauri Romário Silva, disse que "será aberta uma licitação para o beneficiamento da madeira para o posterior aproveitamento na Habitação". Doze meses depois a prefeitura dá a desculpa de que não existe previsão legal para esse tipo de transferência.

Como assim?

Quer dizer que o Prefeito Sartori mentiu para a população quando seu procurador disse que isso iria acontecer?

Mais uma vez percebemos o desperdício e o descaso com o dinheiro público patrocinado pelos governos Sartori e Alceu.

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