quinta-feira, 25 de abril de 2013

E o Marrecas tá fazendo água, mas não nas nossas torneiras

Foto: Ministério do Planejamento/Divulação
Cada dia que passa se percebe como a barragem do Marrecas foi mal feita. Com certeza é uma das obras que mais deixou perguntas no ar e, com uma investigação profunda, com toda a certeza seriam encontrados mais "ratos" do que na Praça Dante.

A mais recente são as 22 vazamentos e "duas pequenas cachoeiras"! Os técnicos do Samae dizem que isso não tem problema. Não sei se foram os técnicos ou os políticos do Samae que disseram que teriamos água do Marrecas em nossas torneiras esse ano, mas a autarquia está virada num cabide de empregos. De qualquer modo a empresa que construiu a barragem já deslocou uma equipe para remendar a represa. Essa equipe ficará monitorando até que o lago esteja completamente cheio.

Além desses novos problemas a principal dificuldade do Samae agora, em relação ao Marrecas, é levar a água para a casa das pessoas. A previsão do Samae é de em julho começem os TESTES, isso mesmo testes. A água só chegará as torneiras dos moradores da região Nordeste de Caxias do Sul (São Ciro, Jardim das Hortênsias, De Lazzer e São Cristóvão) em agosto.

E para os demais bairros que seria a garantia de não haver problema de racionamento no verão? Só se um novo financiamento, via PAC2, de R$ 23 milhões do governo Dilma. Mesmo que o financiamento viesse esse ano só sentiriamos o efeito dela no verão de 2015! Como já haviamos divulgado aqui no Polenta News (leia aqui).

Falta de água na torneira não é o único problema eleitoreira feita no governo Sartori/Alceu. O orçamento inicial de R$ 120 milhões foi superado quase 3 vezes. O custo total da obra, com a nova adutora, chegará a R$ 330 milhões! Somasse a isso valores pagos pelas desapropriações das áreas inundadas que não passaram por aprovação da Câmara de Vereadores. O uso de servidores públicos e recursos para garantir a inauguração ainda no governo Sartori mesmo o serviço já sendo pago a uma outra empresa (leia aqui) e, mas recentemente, o furto e o descaso com a madeira extraída da área do lago (leia aqui).

Enquanto isso o Samae tem uma das mais altas perdas de água tratada do país. Aqui se desperdiça 52%, mas pode chegar a 60%, de toda a água tratada. A média brasileira é de 40%, a Organização Mundial de Saúde recomenda 25%. A mitigação desse problema só sairá, com um financiamento do Governo Dilma, para a troca da rede de distribuição de água, principalmente na área central, que é extremamente velha.

Para finalizar o Samae ainda tera que devolver quase R$ 17 milhões cobrados indevidamente pelo Fundo Municipal de Recursos Hídricos, Taxa Sartori. O Samae está endividado, com reajustes na conta de água cada ano mais exorbitantes. Tudo isso fruto da má gestão dos governos Sartori/Alceu.

E quem paga a conta somos nós.

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