Prefeitura está negociando "venda" da folha de pagamento com a Caixa

Essa informação apareceu, muito de leve, no meio de uma matéria sobre os patrocínios para a dupla CAJU. Ontem na coluna da Carolina Bahia, na Zero Hora, a informação foi mais explícita.

"A administração municipal [de Caxias do Sul] repassará à Caixa a folha de pagamento dos funcionários".

Para a maioria dos cidadãos caxienses isso muda muito pouco na sua vida. A não ser a contrapartida que o banco dará ao poder público municipal. Nesse caso, aparentemente, está em jogo patrocínios para a Festa da Uva, Feira do Livro e (depois da desastrosa visita a concentração do Internacional na final do campeonato) à dupla CAJU. Se for só isso é muito pouco para uma transação milionária dessas.

Sartori e o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, assinam
acordo em novembro de 2007
Em 2007 uma negociação semelhante foi feita, daquela vez com o Banrisul. O que diferia, na ocasião, era que o banco gaúcho já tinha uma forte relação com a prefeitura. Nas palavras do então prefeito José Ivo Sartori (PMDB),  "Há muitos anos o Banco já tinha agência dentro da sede da prefeitura, o que demonstra o nível de convivência, harmonia e integração que foi desenvolvido ao longo do tempo", afirmou o prefeito no dia da assinatura do convênio (foto ao lado).

A negociação com o Banrisul rendeu aos cofres públicos R$ 23,3 milhões (R$ 32,1 milhões em valores atuais), que segundo o prefeito seriam "investidos na área social, principalmente na educação e saúde, onde temos um volume grande de necessidades, no atendimento à comunidade e na promoção da cidadania". Com essa operação o Banrisul ficou com a exclusividade da folha de pagamento e do empréstimo consignado.

Se não muda muito para o cidadão, para os mais de 8 mil servidores municipais a história é outra. Muitos transtornos acontecerão. O primeiro é mudar a conta bancária de milhares de servidores do Banrisul para a Caixa Econômica Federal. Aí há a incidência de novas tarifas, novas características, contas vinculadas, empréstimos e uma série de outras questões. Por conta disso fica a pergunta, ainda mais que os servidores estão discutindo o dissídio. Essa negociação foi informada ao SindiServ ou aos servidores?

Ao que parece não. Tudo indica que isso foi feito no mais profundo sigilo.

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