segunda-feira, 20 de maio de 2013

Triste destino das araucárias cortadas no Marrecas


 O impacto ambiental da derrubada de mais de 6,5 mil aruacárias, e milhares de outras espécies, já é enorme. Pior ainda é o destino que elas estão tendo. Uma parte já foi furtada outra está apodrecendo, como já haviamos noticiado (leia aqui). As empresas que participaram do último leilão para a compra dessa madeira alegam que entre 60 a 70% dela está podre e não teria mais uso comercial.

A justificativa, para mais esse escândalo, dada pelo diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), chega a ser vergonhosa. Para ele a madeira apodrecida estaria nos lotes que permaneceram embargados pela Justiça por conta de ação que contestou as licenças de desmatamento. Nada mais enganoso do que isso.

O embargo do corte realmente existiu. Existiu porque a licença era frágil e foi obtida por meio de um canetação durante o governo Yeda. Mas a maior parte do corte não aconteceu durante o embargo e sim depois. Tanto que a prefeitura acabou mandando uma força tarefa de servidores para “ajudar no serviço” (leia aqui) para que a obra fosse completada a tempo para o ex-prefeito José Ivo Sartori (PMDB) inaurgurar.

Essa madeira toda já está há quase um ano depositada ao redor da represas, então não vale a desculpa de que foi culpa da ação judicial. Foi falta de cuidado e incompetência do Samae.

Agora aos técnicos do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap) vão analisar o lote e orientar o que o Samae poderá fazer. Uma das possibilidades é vender abaixo, bem abaixo, do preço de mercado. Outra seria beneficiar o que resta e repassar, por convênio, para o município, como o Procurador Geral do Município, Lauri Romário Silva, disse que faria em 2012.

Enquanto isso a Câmara de Vereadores rejeitou uma convocação do diretor presidente do Samae para dar explicações sobre o Marrecas. A bancada do PT entrou com o requerimento, na semana passada, questionando uma série de itens mal explicados na obra. Os questionamentos iam desde o aumento em mais de 200% do custo da obra, as indenizações sem autorização da Câmara, o furto e deteriorização da madeira extraída da área do lago, os vazamentos que estão aparecendo na represa e a inconclusão dela apesar da inauguração.

O requerimento foi rejeitado por 16 votos a 5, sendo um dos votos favoráveis do vereador situacionista, Mauro Pereira (PMDB). Veja abaixo como funcionou a blindagem contra a transparência.

ARLINDO BANDEIRA PP Não

CLAIR DE LIMA GIRARDI PT Sim

DANIEL ANTONIO GUERRA PSDB Sim

DENISE DA SILVA PESSÔA PT Sim

EDI CARLOS PSB Não

EDSON DA ROSA PMDB Presidente

FELIPE GREMELMAIER PMDB Não

FLÁVIO GUIDO CASSINA PTB Não

FLÁVIO SOARES DIAS PTB Não

GUILHERME GUILA SEBBEN PP Não

GUSTAVO LUIS TOIGO PDT Não

HENRIQUE SILVA PCdoB Não

JAISON BARBOSA PDT Não

JOÃO CARLOS VIRGILI COSTA PDT Não

JÓ ARSE PDT Não

MAURO PEREIRA PMDB Sim

NERI ANDRADE PEREIRA JUNIOR DEM Não

PEDRO JUSTINO INCERTI PDT Não

RAFAEL BUENO PCdoB Não

RAIMUNDO BAMPI PSB Não

RENATO DE OLIVEIRA NUNES PRB Ausente

RODRIGO MOREIRA BELTRÃO PT Sim

ZORAIDO DA SILVA PTB Não


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