quinta-feira, 20 de junho de 2013

A mídia e os protestos

Ficou nítida a mudança de posicionamento que a mídia teve de tomar em menos de uma semana depois da onda de protestos que se alastrou pelo Brasil.

No início, logicamente, o primeiro posicionamento da mídia foi criminalizar os movimentos que estavam ocorrendo. O foco ficou apenas nos atos de vandalismos que não deveriam estar acontecendo, que alguns centavos não justificavam as mobilizações e que "coitados dos policiais que recebem pouco".

Porém, a inquietação que brotou em grande parte dos brasileiros acabou legitimando as mobilizações. E, após ficar evidente que a população brasileira simpatizou com os protestos, o PIG teve de mudar de posicionamento. Foi o que fez a sumidade dos pitaqueiros, Arnaldo Jabor, que primeiro classificou os protestantes como jovens "socialistas dos anos 50", "revoltosos de classe média não valem nem 20 centavos": ignorância política para Jabor e depois veio com um Amigos eu errei.

Agora a TV e os jornais apresentam os protestos como algo justo e sadio para a democracia, porém ainda focam no sensacionalismo que causam meia dúzia de irresponsáveis que vandalizam o patrimônio público e privado. As bombas, as depredações, a sujeira, que é repudiada por todos, acaba sendo a tônica das notícias sobre as manifestações. Isso muda o tom dos atos e não mostra os reais motivos que levam os jovens a se manifestar.

Daqui para frente ainda muita água vai rolar sobre que sementes essas mobilizações estão deixando, mas uma delas já é certa que será bem regada pela mídia golpista: o descontentamento com o governo federal. Eis um trecho da opinião do Pioneiro: Não resta dúvida de que todos seremos testemunhas dos reflexos concretos do que está acontecendo hoje daqui a pouco mais de um ano, nas eleições presidenciais de 2014.

Do limão o PIG vai fazer uma bela limonada e dar um jeitinho de jogar cal nas ações sociais do governo federal que mudaram esse país. Será pintado o "quadro da crise" e precisaremos de muito discernimento para desvendar o que é crítica politiqueira e o que é realidade.

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