sábado, 22 de junho de 2013

A "tônica" dos atos é a violência

Já fizemos algumas análises sobre as mobilizações que correm o país. Enquanto o tempo passa, mais se percebe que há uma mistura muito grande de interesses, ideologias, insatisfações e bandeiras que movem os manifestantes.

Truculência em relação a partidos, a políticos e corrupção, mas quase nada de reivindicações por uma reforma política. Gritos que bradam por saúde e educação, mas nenhum pobre coitado está lá para representar aqueles que realmente não têm acesso a esses direitos primários. Para além das críticas aos governos, falta a reivindicação por mudanças estruturais que esmagam a cidadania.

O ato em Caxias, assim como todos os outros, foi significativo e estava repleto de boas intenções da maioria que participou. Foi válido e pode ser o prelúdio para as próximas lutas que poderemos travar "por um mundo melhor".

Crédito: Daniela Xu
Porém, era nítido que, ao final, com a mudança de rumos que o ato tomou, indo para a frente da Prefeitura da cidade, algo "teria que acontecer". A manifestação tinha energia, e a violência é a forma premeditada que alguns têm para extravasar toda a adrenalina. No final da caminhada, não tinha um carro de som esperando os manifestantes, ou uma festa, ou coquetel. Não tinha nada em frente à Prefeitura a não se a Brigada Militar que já sabia o que lhe aguardava.

Alguns manifestantes provocaram a polícia até o limite, xingando, atirando pedras e por fim bombas.
E boa parte dos manifestantes ficaram lá só pra ver "no que ia dar", conferir os atos de violência dos vândalos. A polícia já identificou uma parte dos agressores: skinheads, anarquistas, bondes, pessoas vindas de Porto Alegre especialmente para a briga.

Lamentável que é isso que se sobressaia no final. Não é mais possível que quem tem boas intenções e quer participar dos atos pacificamente acabe servindo de massa de manobra para grupos desordeiros, desqualificados, depredadores. Está na hora de dar um tempo e quem realmente se importa com as mudanças não deve mais alimentar o crescimento de um movimento que está longe de ser pacífico!


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