sábado, 24 de agosto de 2013

Radicais da oposição articulam o 7 de setembro

Protestos convocados para o feriado da Independência, que já geram a expectativa de quebra-quebra, estão sendo articulados por grupos políticos que alimentam o radicalismo; entre eles, uma ONG ligada à família do deputado Jair Bolsonaro; outro organizador já foi funcionário fantasma do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB-PR); em nota, grupo Anonymous ressalta caráter apartidário do protesto que está convocando 4,6 milhões de brasileiros em 147 cidades no País; será?
Fonte: Brasil 247

Qual é a mão que balança o berço do 7 de setembro? Cercado de expectativa, o próximo feriado da Independência deve marcar a reabertura da temporada de protestos no País. Manifestações convocadas pelas redes sociais projetam que 4,6 milhões de brasileiros poderão ir às ruas, em 147 cidades brasileiras. Grupos mais radicais já falam até, de forma explícita, em promover quebra-quebra.

Mas será que são manifestações autônomas da "cidadania" ou há uma articulação política por trás dessas convocações? Uma reportagem da revista Carta Capital publicada deste fim de semana ("O desfile golpista", de André Barrocal) lança algumas luzes sobre essa movimentação. Segundo o texto, entre os agitadores do 7 de setembro estão a ONG "Brazil No Corrupt", ligada à família do deputado homofóbico Jair Bolsonaro (PP-RJ), que defende abertamente o regime militar de 64, e um militante virtual na internet. Ele se chama Ari Nogueira e já trabalhou no gabinete do deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB-PR), que comanda há anos a Assembleia Legislativa do Paraná – Ari, que usa no Twitter o pseudônimo Ary Kara, estaria sendo investigado por ser um dos funcionários fantasma do Legislativo paranaense, lotado no gabinete de Rossoni.

De acordo com o texto de Barrocal, os núcleos que organizam os protestos estão no Rio e no Paraná, agindo com nítidas intenções golpistas. Desta vez, a presidente Dilma seria um dos alvos principais de um movimento que vem sendo chamado de "Operação Sete de Setembro". Não se sabe se o plano vai funcionar, mas uma coisa é certa: ao contrário dos acontecimentos de junho, o movimento nada tem de apartidário", diz a reportagem.

O texto já gerou, é claro, reações nas redes sociais. Homofóbica, a ONG Brazil No Corrupt criticou a revista e seus "cu mpanheiros". Mas o grupo Anonymous também se viu forçado a divulgar nota para negar qualquer caráter partidário na "Operação Sete de Setembro":

Nota Explicativa sobre a #OperacaoSeteDeSetembroMaior Protesto da História do Brasil


A ideia da #OperacaoSeteDeSetembro é APARTIDÁRIA, ou seja, está acima dos interesses políticos de partidos específicos. Se houver alguma bandeira, que seja a das reivindicações populares. Isto permite a união contra qualquer partido que pretenda usar os protestos para promover as intenções de determinadas legendas ou políticos específicos. Os velhos instrumentos de avaliação partidários, incluindo a mídia, não conseguem compreender o cunho dos recentes protestos e, assim, direcionam suas críticas com as mesmas e velhas palavras: "Fascismo", "Direita", "Esquerda", "Direita golpista", "Esquerda Comunista", "Esquerda Socialista", entre outras taxações.

Qualquer ato fascista ou conclamando um golpe militar, que disfarçadamente é chamado de intervenção militar, não faz parte da OperacaoSeteDeSetembro. A Operação não é de esquerda, direita ou centro, não tem partidos, não tem bandeiras, não tem siglas e possui uma pauta bem definida (http://op7desetembro.wix.com/home#!saiba-mais/c90r), que deve ser seguida por todos os eventos participantes.

Dessa forma, é extremamente leviano e tendencioso que veículos da mídia tradicional tentem identificar "fomentadores" e "incentivadores" do Maior Protesto da História do Brasil como sendo os responsáveis pela organização do protesto quando há mais de 333 mil pessoas participantes do evento e 4,6 milhões de pessoas convidadas para eventos que, até o presente momento, ocorrerão em 147 cidades, sendo que em nenhum momento os mesmos veículos tentaram entrar em contato com os reais responsáveis pela OperacaoSeteDeSetembro para obter nosso posicionamento, o qual esta nota explicativa deixa claro mais uma vez.

O desejo da OperacaoSeteDeSetembro é o mesmo de qualquer movimento que lute pelos interesses do povo e de qualquer pessoa que deseje um país mais justo e menos desigual: um país melhor.

Nós somos Anonymous;
Nós somos muitos;
Não esquecemos;
Não perdoamos;
Nos aguardem.

O deputado Valdir Rossoni, por sua vez, afirmou que Ari Nogueira não trabalha mais em seu gabinete e disse não ser responsável por suas atitudes e por sua ideologia política. Mas os órgãos de inteligência do governo e o próprio Ministério Público estão atentos à mobilização da Operação Sete de Setembro nas redes sociais. A ordem, desta vez, é mapear a gênese de protestos que, inevitavelmente, podem descambar em violência.

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