terça-feira, 10 de setembro de 2013

Diretório municipal do PSDB expulsa seu único vereador

Tido como uma pedra no sapato, para a direção municipal do PSDB, por não se alinhar com a base governista, ao qual os tucanos integram, o diretório municipal do PSDB acatou por 40 votos a 1, na noite de ontem, o parecer da Comissão de Ética pela expulsão do vereador Daniel Guerra, agora sem partido.

Guerra, em seu segundo mandato, sempre demonstrou uma conduta extremamente independente na Câmara de Vereadores. Mesmo o PSDB sendo aliado do governo Sartori e, agora, de Alceu Barbosa Velho, Guerra votava constantemente com a oposição. Porém se alguém for pesquisar as votações, na maioria das vezes ele não fugiu da ideologia do seu partido. Guerra votou contra a taxa do Fundo Municipal de Recursos Hídricos, que acabou sendo ilegal; contra se inúmeras suplementações de recursos para a Codeca (que vive no prejuízo), entre mais alguns pontos que causaram um pouco de constrangimento no governo. Nesses ítens, inclusive, a ideologia tucana de "menos impostos" e "desestatização" basearam o voto do vereador.

Além disso Guerra é conhecido por votações polêmicas como a redução do número de vereadores, o projeto de extinção dos Cargos de Confiança na Câmara, o não reajuste do salário dos vereadores, entre outros.

Quatro filiados ao PSDB pediram a comissão de ética que aprovou a expulsão do vereador: Michel Sonda e Gilberto Almeida (CC4 4 CC7 do governo Alceu, respectivamente), Eliude Meyrer  e Gildelena Ghizoni.

Guerra ainda poderá recorrer a direção estadual do partido. Se a expulsão for mantida ele estaria liberado a se filiar a outro partido sem a perda do mandato. A questão crucial é qual? Só 9 partidos não fazem parte da base do governo. PCB, PSTU, PCO e PSOL estariam completamente fora de cogitação pois dificilmente aceitariam um ex-tucano. No PT Guerra concorreria com muitos candidatos com um bom potencial de votos e teria poucas chances de reeleição. O PRB é uma opção, é da oposição e o atual vereador, Renato Nunes, diz que não irá mais concorrer. Também ele pode ir para algum partido que é da base do governo, mas que não tem bancada, e que a direção do partido não se constranja com os votos não alinhados ao governo.

Um comentário:

  1. Nessa equação toda, um único resultado é visível. Um vereador que defender os princípios básicos para o qual ele foi eleito será expulso, e falo isso independente de partido, até mesmo porque nunca votei no Daniel Guerra. Ou seja,o vereador é representante de um grupo de pessoas da comunidade onde ele vive, bairro ou distrito, os partidos enxergam a candidatura de maneira diferente, um vereador é eleito para defender os interesses do partido junto a outros grupos de poder e partidos da cidade da cidade, um detalhe, ser partido de base, apoiar o governo vigente não significa incondicionalidade, não existe contradição alguma num aliado que questiona seus parceiros, isso eu chamo de democracia representativa, o contrario disso é conchavo e politicagem.

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