sábado, 30 de novembro de 2013

Festa da Uva: Pagou um "mico" mas poderia ter sido um golpe milionário

Banda mexicana expôs um mico mas evitou um golpe milionário
A descoberta que a banda Maná nem sabia que ia se apresentar no dia 20 de fevereiro de 2014, durante a Festa da Uva, foi um grande "mico" nacional e até internacional que a comissão organizadora da festa está pagando, mas podia ter sido muito pior. 

No dia 1 de setembro desse ano a comissão divulgou com toda a pompa e circunstância que "o grupo de pop rock mexicano Maná assinou contrato para se apresentar na noite de abertura, 20 de fevereiro, às 22h30min". Edson Néspolo (PDT), presidente da Festa da Uva emendou no mesmo dia "o contrato chegou assinado na sexta-feira. Ainda estamos negociando patrocinadores, mas posso adiantar que o cachê é bem menor do que artistas nacionais consagrados". Porém, na quinta feira, 28, o castelo começou a ruir.

Primeiro tiro veio pelo Facebook, na página da banda, que dizia em alto e bom som:
 AVISO IMPORTANTE: A todos os fãs brasileiros informamos que o show que está anunciado para o 20 de fevereiro como parte da 30 ª Festa da Uva É TOTALMENTE FALSO. Não houve nenhum acerto com os organizadores do evento, nem tampouco temos nenhuma visita programada no Brasil, pois nos encontramos trabalhando na pré-produção do que será o nosso seguinte disco. Um abraço!!! (Mana)
A partir daí começaram as informações desencontradas da organização da festa. A organização continua insistindo que existe um contrato assinado e que vai cobrar a multa rescisória no valor de US$ 50 mil. Um detalhe chama a atenção. Em setembro o o valor do show era menor que "artistas nacionais consagrados" como afirmo Néspolo, porém a organização divulgou que o contrato com a banda mexicana era de US$ 195 mil (mais de R$ 400 mil!) o que é um valor extremamente alto.

Dia 29 começam a aparecer outros problemas. A GDO Produções, que teria intermediado os shows está respondendo um processo de improbidade administrativa na justiça catarinense (a empresa é de São Miguel do Oeste/SC) e teve seus bens bloqueados na justiça por suspeita de irregularidades nas licitações dos shows da Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó (Efapi).

Com a sucessão de contradições e problemas provocou mais do que o cancelamento de uma única apresentação. Colocou em dúvida todos os shows. A GDO estava responsável pela produção de todas as atrações nacionais da festa, também. Como todo a direção da empresa sumiu! Um Néspolo acoado, começou a admitir que terá que cancelar toda a negociação até aqui. "A GDO não honrou o contrato, então vamos ter que começar tudo de novo. Está tudo zerado".

Por fim, tentando achar um pouco de dignidade finaliza: "A Festa da Uva é muito maior do que shows nacionais ou internacionais".

Se é maior, não sei. Mas que escapou de um golpe milionário isso é verdade. A organização da Festa da Uva deveria agradecer pelo resto da vida ao grupo Maná por ele ter desmentido a existência do show. Se isso não tivesse acontecido, às vésperas da Festa da Uva, com valores já pagos, poderíamos descobrir que a GDO vendeu um terreno na Lua para a Festa da Uva.

Esse fato é gravíssimo e demonstra o amadorismo que um evento desse porte está sendo tratado. E as responsabilidades tem que ser distribuídas.

Primeiro Néspolo, que é o cordenador e quem adora um holofote para aparecer na imprensa. Ele é o principal responsável pela lambança, por não organizar a sua equipe direito.

Segundo o coordenador jurídico da festa, Maurício Grazziottin. É inaceitável que um contrato de milhares de reais seja feito sem que sejam chegados se a empresa que vai executá-lo é idônea.

Terceiro, Julio Hoffman, que é o coordenador de eventos da festa e que, provavelmente, era o contato com a empresa produtora.

Por muito pouco dinheiro público não foi parar na lata do lixo. 

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