sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Passagem de ônibus não aumenta mas o impacto para a Visate é menor do que o anunciado

O Conselho Municipal de Trânsito e Transportes chancelou a proposta do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) em não reajustar as passagens de ônibus urbano para 2014. Segundo os cálculos da Prefeitura o valor, da passagem, deveria ser reajustado para R$ 3,00, um valor muito próximo daquele que o Polenta News havia apurado (leia aqui).

Para manter o valor congelado serão todas duas ações. A primeira é um pacote de desonerações de impostos. Será suspensa a cobrança dos 2% do Imposto Sobre Serviços (ISSQN) e o 1% da Taxa de Gerenciamento (usada da construção de paradas de ônibus, sinalização, etc). Essa desoneração tem que ser aprovada pela Câmara de Vereadores. No ano passado o vereador petista, Rodrigo Beltrão, fez uma proposta igual ao prefeito Alceu. Se ele tivesse acatado na época a passagem de ônibus teria baixado ainda mais em 2013.

A segunda ação seria a Visate absorver os R$ 9,6 milhões para manter o valor atual. Segundo o Gerente Operacional da Visate, Sérgio Benetton a empresa avaliará os processos internos para absorver o custo. Benetton também afirma que não terá reajuste, em 2014, para os trabalhadores da Visate: "ficou acordada a nova data base para janeiro de 2015".

Uma parte da conta será absorvida pelos trabalhadores da Visate. Até que eles não sejam inspirados na greve que os rodoviários estão fazendo em Porto Alegre, tudo bem. O resto dos custos vai sair do sistema mesmo. Deve aumentar o número de minibus, aqueles sem cobrador, e diminuir a renovação da frota. Dificilmente esse valor sairá dos lucros da empresa.

A situação pode ficar um pouco mais equilibrada, para a Visate, se a troncalização começar a operar logo. O novo modelo faz com que os ônibus rodem distâncias menores e, por consequência, consumam menos combustível, pneu, óleo, etc.

O novo marco do transporte será 2015 quando houver a pressão do reajuste do salário dos trabalhadores da Visate somado com um ano sem reajuste. Ali veremos se realmente a prioridade é o transporte público.

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