sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Prefeitura de Caxias vai entrar na crítica politiqueira contra as UPAs?

UPA ficará pronto até o final do mês
O secretário de Gestão e Finanças da prefeitura de Caxias do Sul, Carlos Búrigo (PMDB), fez uma declaração surpreendente para uma cidade que aponta a saúde como um dos principais problemas. 

"Eu aconselho o prefeito a não colocar a UPA em funcionamento"

A afirmação dada à Rádio Gaúcha Serra, referia-se a UPA, Unidade de Pronto Atendimento, que será concluída esse mês na Zona Norte. 

A justificativa de Burigo é que o governo federal não faria o repasse de recursos suficientes para bancar os custos da unidade. Segundo a prefeitura o custo anual da UPA será de R$ 19 milhões.  O governo federal repassaria R$ 5,7 milhões por ano para a unidade, porém o governo federal avalia o custo total da unidade é menor do que a prefeitura de Caxias do Sul aponta. 

Pelas regras do programa o governo federal é responsável por 50% dos custos e a prefeitura e os estados dividem os outros 50% igualmente. 

O que causa estranheza é que existe um movimento, orquestrado, de gerar críticas a esse e outros programas de saúde do governo federal. Ontem o presidente do CREMERS, Fernando Webers Matos, escreveu num artigo para a Zero Hora, com os mesmos argumentos usados por Burigo. Matos também foi contra o programa Mais Médicos, que possibilitou que cidades onde nunca tinha médico hoje fosse atendida. O mesmo discurso dos dois é dado pelo presidente da Confederação dos Municípios, Paulo Ziulkoski (PMDB). 

Por trás dessa confluência de discursos está, claramente identificada, uma tentativa politiqueira de desconstruir um programa federal que melhora as estruturas de atendimento de saúde para o cidadão. O objetivo parece ser claramente eleitoreiro já que os protagonistas são claramente adversários da presidenta Dilma. 

Burigo está no terceiro governo seguido na mesma função. Ele já sabia dos custos e dos repasses que seriam feitos para a UPA, porém não comentou nada sobre o assunto até agora. O último grande investimento em saúde feito pela prefeitura de Caxias do Sul foi o Pronto Atendimento. Um prédio que tem pouco mais de 5 anos de vida e tem inúmeras falhas estruturais fruto de uma obra mal feita. Tantas que necessitará de uma reforma completa. Reforma essa que começaria, justamente, quando a UPA Zona Norte começasse a funcionar (veja aqui).

Será que o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) vai cair nessa armadilha politiqueira e impedir que a UPA começe a funcionar e com isso prejudique a população?

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