quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

VERGONHA: Marrecas pode ser parcialmente esvaziado para consertar infiltrações

Há um ano os técnicos do consórcio Fidens-Saneco estão tentando tapar os vazamentos e infiltrações da barragem do Marrecas. A situação começou a ficar tão crítica que o Samae está começando a pensar em esvaziar parte do lago para que os reparos sejam feitos.

Atualmente o lago tem 32 bilhões de litros de água. O Samae não chegou a informar quanto dessa água seria jogada fora. Pelas imagens disponibilizadas percebe-se que os vazamentos ocorrem onde o concreto encontra a rocha e em alturas variadas. Então boa parte da represa deveria ser esvaziada.

A situação está sendo acompanhada, também, pelo engenheiro civil do Ministério Público Federal (MPF), Luiz Alberto Braun, que está fazendo uma perícia a pedido do órgão. Braun garante que não há risco de rompimento da represa, mas também não garante que os vazamentos irão cessar. Braun diz que a perícia é complexa e será demorado finalizar o laudo.

O consórcio Fidens-Saneco não cogita a ideia de esvaziar parte da barragem pois isso geraria custos elevados para o consórcio. O discurso reinante é dizer que a situação é normal e que vazamentos são esperados. O que o consórcio não explica é por qual motivo, depois de um ano, essa situação não se regularizou.

Do lado da prefeitura a palavra de ordem parece ser cautela. Tanto o prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT), quanto o diretor presidente do Samae, Eloi Frizzo (PSB), falam em não assinar o recebimento da obra. Segundo Frizzo "está discussão está no nível administrativo".

Recentemente os testes de bombeamento de água bruta tiveram que ser suspensos devido ao estrago de uma peça. A empresa responsável não tem previsão de quando irá substituir o equipamento. Muito provavelmente enquanto os vazamentos e infiltrações não sejam contidos e o relatório do perito do MPF não fique pronto a operação da barragem não deve iniciar.

Com todos esses percalços existe uma possibilidade muito grande das operações do Marrecas não começarem em 2014. Além disso para que ela esteja com 100% da capacidade ainda é necessário um investimento de R$ 25 milhões, via PAC2, para construir a rede de adutoras que levará a água do Marrecas até as residências.

Enquanto isso o prefeito anterior, José Ivo Sartori (PMDB) e o antigo diretor presidente do Samae, Marcus Caberlon, não proferem nenhuma explicação sobre o assunto. Não seria importante que houvesse uma investigação independente dessa obra que consumiu quase R$ 300 milhões em recursos públicos?

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