quinta-feira, 10 de abril de 2014

Feldmann dá sua versão sobre polêmica do vice. Entrevista soa como deboche à população

Folha de Caxias (10/04)
Pareceu deboche. Essa foi a sensação que ficamos ao ler a entrevista, de uma página inteira, na edição de hoje do Pioneiro, com o vice-prefeito - que não quer assumir suas funções - Antônio Feldmann (PMDB).

A entrevista começa questionando sobre as escolhas dos candidatos a deputado do PMDB. Na resposta Feldmann lança o primeiro deboche:

"Não sou candidato, não estou em campanha".

Ora é exatamente por ser candidato que essa situação toda aconteceu. Por ser candidato Feldmann não pode assumir a prefeitura seis meses antes das eleições. Se o fizesse estaria inelegível. Ele também não quer renunciar. Por quê? Porque assim perde o salário de vice-prefeito (uns R$ 18 mil por mês).

Em outro trecho Feldmann conta como foi a discussão sobre a sucessão da prefeitura durante as férias do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT).

"Ele me chamou lá dentro (no gabinete) e disse que ia sair. Eu falei que faria um ofício, como já aconteceu em Caxias, de que não assumiria. Isso demonstra minha boa fé, justificando que ficaria inelegível. Ele disse 'então tá'."


"Então tá". Simples assim. Só que não. Pelo relato de Feldmann a situação foi tratada como corriqueira, normal, como se não houvesse, ou tivessem, que dar explicação para ninguém. Simplesmente eles se acharam donos da prefeitura e decidiram que a lei poderia ser posta de lado.

Mais adiante Feldmann responde sobre a viagem para a Argentina:

"Era de caráter particular, tirei passagem por minha conta, não tirei diária, mas acabou sendo uma viagem com caráter oficial porque vi muita coisa boa"

Com certeza há muitas coisas interessantes na Argentina. Essa deve ser a única parte verdadeira dessa frase. Na verdade Feldmann literalmente fugiu para que não fosse obrigado a assumir a cadeira de prefeito. Mas não conseguirá se livrar da responsabilidade.

Hoje Feldmann já acumula R$ 100 mil em multas. Seus advogados não conseguiram derrubar a liminar que determinava que ele assumisse sua função. Há ainda uma nova ação de improbidade administrativa que pode fazer como que Feldmann seja "Ficha Suja" e não possa concorrer nas eleições de outubro.

Para finaliza o deboche com o público, Feldmann afirma:

"Não faço as coisas buscando benefício próprio."

Tudo isso só aconteceu porque ele só pensou em sí mesmo.

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