quarta-feira, 11 de junho de 2014

Projeto de lei causa racha na bancada do PDT

Um projeto de lei de autoria dos vereadores Jó Arse e Gustavo Toigo, ambos do PDT, foi o catalisador de uma nova crise na bancada pedetista na Câmara de Vereadores. O projeto, que proíbe eventos musicais não autorizados no município (e que já é uma insanidade por sí só), entrou em primeira discussão ontem. Segundo os autores o objetivo do projeto é coibir a poluição sonora, porém ele ficou amplo o suficiente para causar impedimentos a quem realiza, até, apresentações culturais na cidade (até aquele grupo "peruano" que vende CD pode receber pesadas multas).

A indisposição com o colega de bancada, Jaison Barbosa (PDT) nem foi por esse motivo. Jaison, durante a discussão do projeto disse que o presidente da Câmara, Gustavo Toigo, é um ditador. Jaison argumento que o projeto deveria ter passado pela Comissão Temporária sobre Poluição Sonora, presidida por ele. Jaison também questionou o motivo do projeto ir para votação antes dele ser discutido com a comunidade, o que é bastante lógico.

A Comissão Temporária, segundo Jaison, está organizando um debate sobre o tema para o próximo mês. Um questionamento, também válido, é que estaria demorando muito para a discussão ser feita. Porém o projeto de Toigo e Jó não podia ir para votação porque um dos autores preside a mesa, ou seja, Toigo. Como ele assumiu o cargo de prefeito, por conta da viagem de Alceu para a Alemanha, e as férias de Feldmann (!) (veja aqui), o projeto pode ser apreciado.

Para isso foi necessária uma ajudinha do presidente da Comissão de Saúde, Henrique Silva (PCdoB), que invocou o artigo 78 do Regimento Interno que obriga que o projeto seja apreciado em plenário.

Em tempos de Copa, Henrique fez uma tabelinha com Toigo e Jó que ficaram na cara do gol para marcar. Jaison que estava no aquecimento para entrar na partida ficou de cara e disparou contra o colega e afirmou que a atitude foi mesquinha, mas não deixou de lembrar que ele fez mais votos que Toigo.

Jaison foi voz dissonante na escolha de Toigo para presidência da Câmara de Vereadores (vaga que por acordo era do PDT). Depois de um curto período de trégua o episódio mostra que há muitas arestas ainda.

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