sábado, 15 de novembro de 2014

Ato convocado pelo PSDB reune menos de 100 pessoas em Caxias

Convocado pelo PSDB, que tenta desesperadamente um terceiro turno nas eleições nacionais, um ato contra o governo Dilma reuniu menos de 100 pessoas na praça Dante Alighieri, na tarde desse sábado (15).

Como tem sido praxe nessas manifestações cartazes com palavras de ordem  e discursos sem nexo são comuns. Faixas com os dizeres "Fraudes nas Urnas - Novas Eleições", por exemplo, não questionam o fato de que José Ivo Sartori foi eleito nas mesmas urnas e na mesma eleição que estaria fraudada. Será que os manifestantes também questionam a eleição do peemedebista?

Discursos como "somos contra o bolivarianismo (?!?!?) implantado pelo governo Dilma" também estavam presentes. Imputação a tenra juventude a oradora e a péssima fonte de informações que ela deve utilizar como responsáveis por tamanha barbaridade (quem quiser saber a realmente quem foi Simon Bolivar clique aqui).

Uma das organizadoras do ato, a professora Eliude Meyrer tentou dar um ar mais "popular" ao ato. Ela disse à reportagem do Jornal Pioneiro que "quem começou a organizar foi o PSDB, mas a gente não quer vincular só ao partido, são pessoas que não estão contentes com a situação do país". Na verdade pouco se viu de "populares". Em Caxias, como em outras cidades que realizaram atos semelhantes, o que se viu foi a participação massiva da classe média alta. Em Caxias nem massivo foi.  

Eliude é uma tucana de longa data, foi coordenadora no comitê de Aécio Neves em Caxias do Sul. Tucana de longa data, foi coordenadora adjunta da 4ª Coordenadoria Regional de Educação, durante do Governo Yeda (PSDB) e também um dos filiados que assinou o pedido de expulsão do vereador Daniel Guerra do PSDB. 

Pelo Brasil todo estavam marcados protestos em 23 cidades. São Paulo realizou o maior, com cerca de 6 mil participantes. Nesse ato houve um racha entre os participantes. A principal "estrela", junto com o deputado homofóbico e racista Bolsonaro (PP), o cantor Lobão, xingou os manifestantes por estarem chamando "intervenção militar". Em seu twitter ele disparou:

No Rio de Janeiro reuniram-se 150 pessoas e em Porto Alegre pouco mais de 500.


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