terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Sabe de nada inocente

As declarações do governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) soam cômicas aos ouvidos. Tanto quanto suas declarações sobre o piso do magistério.

Após ser eleito sem apresentar qualquer proposta concreta para o Rio Grande, Sartori agora diz: “Nós sabíamos que a situação financeira era difícil, mas não sabíamos a sua profundidade”.

Com esse tipo de declaração Sartori mais uma vez mostra não saber a que veio. A caótica situação financeira do Estado é sabida por todos há muito tempo.

Justamente por causa de tais dificuldades que Tarso Genro lutou tanto para que o indexador da dívida com a União fosse alterado (Dilma sancionou a lei que autoriza o governo federal a trocar o indexador que corrige as dívidas dos atuais 6% a 9% de juros mais IGP-DI, para 4% de juros mais Selic ou IPCA. As novas condições poderão ser aplicadas com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2013).

O governador petista não fez milagre em relação às contas da Administração, mas colocou em dia os salários dos funcionários públicos estaduais, nomeou servidores em diversas áreas, inclusive mais de doze mil professores e fez altos investimentos na saúde e educação.

Já a equipe de Sartori, após “tomar conhecimento” da situação financeira do Rio Grande do Sul, ameaça, antes mesmo de ser empossada, de que poderá haver atraso no pagamento de salários.

Chama a atenção a surpresa com que a equipe de Sartori e ele próprio recebem as contas do Estado. Se antes Caxias do Sul jorrava dinheiro, onde até mesmo uma obra faraônica do tamanho do Marrecas podia ser construída, a realidade do Estado é bem diferente.

A falta de preparo e o excesso de cautela do novo governante podem piorar ainda mais as coisas. Afinal, não são atitudes como as de Yeda, que aplicou o deficit zero que vão resolver a situação. Deixar a população à mercê da falta de serviços públicos é aprofundar o caos em que já nos encontramos. E, infelizmente, é provavelmente com as conhecidas “medidas amargas” que Sartori vai governar.

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