terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Aprovados em concurso para Polícia Civil iniciam vigília em frente ao Piratini

Foto: Filipe Castilhos/Sul21
Fonte: Marco Weissheimer (Sul21)

Nessa segunda e terça-feiras um grupo de concursados, que foram aprovados no último concurso da Polícia Civil, realizam uma vigília na frente do Palácio Piratini. O grupo cobra do governador José Ivo Sartori (PMDB) a convocação imediata dos candidatos aprovados. No final do ano o governador Tarso Genro (PT) autorizou a convocação de 650 policiais civis para iniciar treinamento preparatório. Ao tomar posse, Sartori publicou um decreto suspendendo as novas contratações.

“Começamos hoje [ontem] essa vigília e vamos intensificar a mobilização nos próximos dias. Queremos que o governo chame os 650 candidatos aprovados para iniciar o curso na Academia de Polícia. O custo para esse treinamento é muito baixo. A bolsa durante o treinamento, que dura de seis a sete meses, é de R$ 1.400,00”, disse Isaac Ortiz, presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm).

O sindicato já solicitou audiência com o secretário estadual da Segurança, com o chefe da Casa Civil e com o próprio governador José Ivo Sartori para tratar do tema. “Nós queremos que todas as áreas da segurança pública entrem no guarda-chuva da excepcionalidade mencionada pelo próprio governador. A segurança não pode ser vista como um custo, mas sim como um investimento”, acrescentou Ortiz.

O presidente do sindicato alertou ainda para o impacto do corte das horas extras para os policiais civis. As delegacias de homicídios, exemplificou, trabalham 24 horas por dia, o que exige o pagamento de horas extras. Além disso, citou o trabalho dos servidores terceirizados como fundamental para o funcionamento das delegacias. No governo Yeda, esses trabalhadores ficaram três meses sem receber e os policiais chegaram a fazer vaquinhas para ajudá-los. Para Isaac Ortiz, a confirmação dos cortes de horas extras e da suspensão da nomeação dos aprovados no concurso representará um retrocesso inaceitável.

“O governo passado empossou 1.400 novos servidores, o que não foi suficiente, porém, para resolver o problema do efetivo. Há cidades que trabalham com apenas um servidor. A segurança pública é hoje uma das principais preocupações da população, o que por si só justifica a necessidade urgente da convocação dos aprovados no último concurso", finalizou.

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