quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Piso nacional do magistério é reajustado em 13%. Como ficará a situação no RS?

Com certeza o governo Sartori não pagará o piso nacional do magistério. Seu secretário de educação, Vieira da Cunha (PDT), quando candidato a governador assinou compromisso que pagaria o piso. A luz dos primeiros decretos do governador é certo que o piso não será pago e os professores não poderão ir buscar ele nem no Tumelero.

Mas ficam duas perguntas no ar que também são extremamente importantes:

1) Sartori reajustará o valor do completivo?

2) Sartori manterá a política de reajustes do salário do magistério começada pelo governo Tarso?

A primeira pergunta é crucial. O completivo, atacado durante a campanha principalmente por Vieira da Cunha atinge, principalmente, os professores que ingressam na base do plano de carreira (professores que tem apenas o ensino médio). Esse valor evita que, em futuras disputas judiciais, os restos a pagar sejam significativamente menores. Com o decreto de Sartori congelando pagamento de fornecedores, nomeações e contratações por 180 dias, parece certo que o valor do completivo não seja reajustado causando uma defasagem, ainda maior, entre o salário do magistério e o piso nacional.

A resposta a segunda pergunta leva em conta se o governador irá continuar com uma política de reajustes salariais para se aproximar cada vez mais do pagamento do piso nacional. Em dezembro de 2011 o valor do menor salário pago para um professor, por 40 horas era de R$ 791,08. Em dezembro desse ano o valor é de R$ 1260,22. Mesmo com reajuste de 76% faltavam mais de R$ 400,00 para chegar ao piso (valor que era pago em completivo). Irão faltar R$ 700,00. Qual será a política de reajustes salariais do governo Sartori?

Na manhã de hoje o governador e o secretário de educação se reuniram com o CPERS. Veremos os próximos desdobramentos.

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