sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Plácido de Castro: Poucos metros, muita encrenca


Duzentos metros de asfalto nunca geraram tanta confusão. A maior parte do problema foi gerado pela completa inabilidade do prefeito, Alceu Barbosa Velho (PDT), em tomar uma decisão consultando a população.

Outra parte do problema é com os seus interlocutores que não tem nenhuma capacidade de dialogar em meio a divergência. Nessas idas e vindas, estamos atualizando aqui os novos capítulos dessa tragédia/comédia que é o asfaltamento da Plácido de Castro.

O presidente atrapalhado - Elvino Santos, presidente da Associação das Entidades Recreativas, Esportivas, Culturais e Carnavalescas de Caxias do Sul e Região Noroeste do Rio Grande do Sul (Assencar), e que era CC da Secretaria de Cultura no governo Sartori, tentou contar uma história de que o desfile do carnaval só poderia ser realizado na Plácido de Castro pois a empresa que colocaria o som, luz e arquibancadas já estava contratada e não poderia fazer isso em mais nenhum lugar. A história era tão estapafúrdia que só podia ser MENTIRA. A secretária de cultura Rubia Frizzo afirmou que nenhuma empresa foi contratada ainda e mais, ainda está sendo feito um estudo para a melhor localização das arquibancadas. A história de que não dá para desfilar no paralelepípedo também é uma grande bobagem que nem merece comentário. Por fim, apesar da associação afirmar que há quatro anos já está decidido que o carnaval iria acontecer em frente à Maesa, estranhamente os trabalhos começaram faltando menos de um mês e tem escola de samba dizendo que isso nunca foi discutido.

A Pista de Eventos da Maesa - Por algum motivo que foge a lógica, Eloi Frizzo (PSB), diretor presidente do Samae, apelidou o local de Pista de Eventos da Maesa. Logo em seguida o prefeito Alceu Barbosa Velho afirmou que a Sinimbu não será mais palco de nenhum desfile, então Carnaval, 7 de setembro, 20 de setembro (quem sabe a procissão de Corpus Christi também) irão para a Plácido de Castro. Até o desfile da Festa da Uva terá que mudar de lugar. A escolha do local é desastrosa. A maior extensão aproveitável da rua tem 600 metros! Isso é metade do usado na Sinimbu. A mudança de endereço será para um local mais apertado e terá muito menos espaço para as pessoas acompanherem os cortejos das calçadas. Sobram as arquibancadas, que são cobradas.

Os laudos - Nenhum laudo técnico ficou pronto ainda. A promotora pública Janaína de Carli dos Santos solicitou as informações. A prefeitura só irá entregar segunda feira. Enquanto isso a obra segue. É a velha tática, já utilizada pelo governo Sartori, de tocar uma obra, mesmo na ilegalidade, para que ela vire fato consumado e não tenha mais volta.

As ações na justiça - Há duas ações tramitando na justiça. A primeira obteve uma liminar, que foi derrubada e ainda aguarda a discussão do mérito. A segunda ainda não foi julgada e questiona que a obra não poderia acontecer pois há um requerimento ao Conselho do Patrimônio Histórico que ainda não foi analisado. Ainda existe a possibilidade da promotora, Janaína de Carli, entrar com um representação dependendo dos laudos que a prefeitura enviar.

O futuro da Maesa - Na próxima semana a primeira reunião do grupo que discutirá a ocupação do prédio da Maesa irá acontecer. A comissão é comandada majoritariamente pelo governo municipal. A única representação comunitária é a União das Associações de Bairros (UAB), que não anda tão independente assim do governo. Depois das últimas decisões do prefeito qualquer sugestão de uso do espaço será encarado com uma desconfiança necessária já que o prefeito mostrou, mais uma vez, que não aceita ser contrariado. A ocupação da Maesa pode virar uma grande lambança jogando fora um patrimônio imenso que foi dado, de graça, para Caxias do Sul.

Um comentário:

  1. Porquenão transferem estes desfifes lá para as vias secundárias perto do Martcenter? Fazerum sambodromo lá parece uma oa ideia.

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